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COI barra protesto de ucraniano em área de competição


Por Redação

12/02/2026  às  08:41:00 | | views 110


© IOC/Quinton Meyer

Kirsty Coventry afirma que regras sobre neutralidade precisam ser preservadas, mas comissão disciplinar autoriza permanência de Vladyslav Heraskevych nos Jogos de Inverno de 2026


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A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, reuniu-se nesta manhã com o atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych, em meio a controvérsia envolvendo manifestação do competidor durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.

 

Segundo comunicado oficial do COI, o encontro ocorreu em tom “respeitoso”. Após a reunião, Coventry afirmou à imprensa que considerou “fundamental” conversar pessoalmente com o atleta para explicar a aplicação das regras que proíbem manifestações no campo de competição, no pódio e na Vila Olímpica.

 

“A mensagem é poderosa, é uma mensagem de memória e de lembrança. Não se trata de discordar do conteúdo”, declarou. “A questão envolve as regras e regulamentos. Precisamos manter o campo de competição como um ambiente seguro para todos. Isso significa que nenhuma mensagem é permitida nesse espaço.”

 

A dirigente destacou que as normas buscam equilibrar dois princípios: permitir que atletas se expressem e, ao mesmo tempo, garantir neutralidade e segurança nos espaços oficiais de competição. Segundo ela, foram discutidas alternativas para que a homenagem idealizada por Heraskevych pudesse ocorrer antes da prova, mas não houve acordo.

 

“Eu falei com ele como atleta, não como presidente. Eu realmente queria vê-lo competir hoje”, afirmou Coventry.

 

Apesar da manutenção do veto à manifestação e da impossibilidade de competir, o COI informou que, em caráter excepcional, a presidente solicitou à Comissão Disciplinar da entidade que reconsiderasse a retirada da credencial de Heraskevych para os Jogos. O pedido foi aceito.

 

Com a decisão, o atleta poderá permanecer em Milão-Cortina 2026, ainda que esteja impedido de participar das competições.

 

O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e neutralidade política no ambiente olímpico, tema recorrente em edições recentes dos Jogos.



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