Pausa térmica protege trabalhadores e favorece a produtividade na indústria


Por Redação

26/10/2026  às  09:03:52 | | views 49


@kakoi

Previsto na CLT para atividades específicas em ambientes frios, o intervalo de recuperação pode ser monitorado com tecnologias de localização em tempo real, facilitando a gestão das equipes e o planejamento operacional


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As pausas térmicas são uma medida de proteção à saúde dos trabalhadores que atuam em câmaras frigoríficas ou transitam entre ambientes com grandes diferenças de temperatura. Além de contribuir para a recuperação durante a jornada, a organização desses intervalos pode ajudar a manter a eficiência das operações industriais, segundo especialistas.

 

No Brasil, o artigo 253 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê, nas condições estabelecidas pela legislação, um período de 20 minutos de repouso após 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuo para profissionais que atuam no interior de câmaras frigoríficas ou movimentam mercadorias entre ambientes quentes ou normais e frios.

 

Para Rigoberto Costa, diretor da ztrax, empresa especializada em monitoramento de pessoas e ativos em ambientes internos e externos, a pausa ainda é vista por algumas empresas como uma interrupção que prejudica a produtividade.

 

“Produtividade não é simplesmente manter uma pessoa trabalhando pelo maior número possível de minutos. É criar condições para que ela desempenhe bem sua função durante toda a jornada. Em atividades com exposição ao frio, a recuperação faz parte da operação”, afirma.

 

Monitoramento auxilia na gestão das pausas

O controle dos intervalos pode se tornar um desafio em indústrias com dezenas ou centenas de profissionais circulando por áreas refrigeradas. O acompanhamento manual dos horários de entrada e saída, do tempo de permanência nos ambientes frios e da realização das pausas exige organização e pode dificultar a gestão das equipes.

 

Nesse cenário, os sistemas de localização em tempo real, conhecidos pela sigla RTLS (Real-Time Location System), permitem automatizar o monitoramento. Por meio de dispositivos como crachás, relógios ou etiquetas eletrônicas (tags), a tecnologia registra deslocamentos e períodos de permanência, além de possibilitar o envio automático de alertas aos gestores.

 

Segundo Costa, essas informações permitem antecipar a organização dos intervalos e o revezamento dos profissionais, reduzindo o risco de desorganização no fluxo de trabalho.

 

“Se o gestor sabe que um trabalhador está chegando ao tempo previsto de permanência em determinada área, pode organizar a pausa e a substituição sem comprometer o fluxo da operação. Saúde e produtividade não precisam estar em lados opostos. Com informação, é possível planejar as duas juntas”, explica.

 

Dados apoiam o planejamento operacional

Além de auxiliar no acompanhamento das pausas térmicas, os registros gerados pelos sistemas de localização podem fornecer informações sobre a movimentação das equipes, os horários de maior circulação e a utilização das áreas destinadas à recuperação.

 

Esses dados podem apoiar decisões relacionadas ao dimensionamento das equipes, à distribuição dos trabalhadores e à organização dos fluxos internos. Dessa forma, o monitoramento tecnológico pode contribuir para conciliar o cumprimento dos procedimentos de segurança do trabalho com as necessidades operacionais da indústria.

 

A adoção dessas ferramentas, no entanto, deve funcionar como apoio à gestão, sem substituir a responsabilidade da empresa de cumprir a legislação trabalhista e garantir condições adequadas de saúde e segurança aos profissionais expostos ao frio.



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