Copom reduz Selic a 14,25% e mantém sinal de cautela


Por Redação

17/06/2026  às  18:52:42 | | views 121


@arquivo/ag-segnews

Banco Central promove terceira queda consecutiva dos juros, mas reforça incerteza externa e expectativas desancoradas como fatores de restrição à política monetária


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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (17) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, dando continuidade ao ciclo de cortes iniciado em março. É a terceira redução consecutiva dos juros básicos da economia.

 

A decisão ocorre após um período em que a taxa permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, no maior patamar em quase 20 anos, refletindo o aperto monetário adotado para conter pressões inflacionárias.

 

Em comunicado, o Copom manteve tom cauteloso ao destacar que o ambiente internacional segue marcado por elevada incerteza, com impactos potenciais dos conflitos no Oriente Médio sobre preços de commodities e volatilidade dos mercados financeiros. O comitê avaliou que o cenário reforça a necessidade de prudência na condução da política monetária em economias emergentes.

 

No front doméstico, o Banco Central apontou sinais de aceleração da atividade no primeiro trimestre, sustentada por setores mais sensíveis ao ciclo econômico e por um mercado de trabalho ainda resiliente. Ao mesmo tempo, reiterou preocupação com o comportamento das expectativas de inflação, que seguem desancoradas em relação à meta.

 

Pela pesquisa Focus, as projeções para o IPCA estão em 5,30% para 2026 e 4,10% para 2027, acima do centro da meta de 3% perseguida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

 

O Copom afirmou ainda que acompanha os efeitos da política fiscal sobre os ativos financeiros e sobre a transmissão da política monetária, em um ambiente de maior volatilidade.

 

O comitê reiterou que o ritmo e a extensão dos próximos cortes dependerão da evolução dos dados econômicos e da trajetória da inflação, reforçando que a convergência para a meta segue como condição central para a calibragem da taxa básica. Fim de ciclo ou continuidade mais lenta não foram sinalizados de forma explícita, mantendo a leitura de dependência de dados.



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