Polícia investiga falsos médicos ligados a mortes em hospitais


Por Redação

26/05/2026  às  08:16:02 | | views 98


@Agência SP

Operação apura cerca de 2 mil atendimentos irregulares e suspeita de negligência da direção da unidade de saúde


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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga a atuação de falsos médicos em um hospital particular da zona leste da capital paulista. Segundo as apurações, dois homens teriam exercido ilegalmente a profissão por cerca de dois anos e realizado aproximadamente 2 mil atendimentos no período.

 

De acordo com o inquérito, ao menos nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados pelos investigados.

 

A operação, conduzida pelo 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista, cumpre sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, além de medidas cautelares autorizadas pela Justiça. As ações ocorrem na capital e nas cidades de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

 

As investigações também apontam indícios de omissão e negligência por parte da administração do hospital. Por decisão judicial, a gestora operacional e o diretor clínico da unidade foram afastados dos cargos enquanto o caso é apurado.

 

Segundo o delegado Mariano de Araújo, titular do 22º DP, a suspeita é de que o esquema tenha funcionado de forma prolongada dentro da instituição de saúde.“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes”, afirmou.

 

A operação mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um dos alvos foi localizado pela polícia.

 

A primeira fase da Operação Hipócrates ocorreu em dezembro do ano passado, quando agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no mesmo hospital. O caso é investigado por crimes de exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de documentos falsos.



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