Transferência de armas gera impasse após mudança para a PF


Por Redação

06/05/2026  às  07:36:44 | | views 3871


@ Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Rodrigo da Zaeli: atrasos da PF prejudicam negócios e geram insegurança jurídica

Deputados e atiradores apontam paralisação e insegurança jurídica; Polícia Federal nega falhas e promete novo sistema


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Parlamentares e representantes de associações de atiradores criticaram, nesta terça-feira (5), o que classificam como “paralisia” na transferência de armas entre cidadãos após a mudança no controle desses registros do Exército para a Polícia Federal (PF). O tema foi debatido em audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

 

A discussão gira em torno da migração do sistema de fiscalização de armas de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), que deixou de ser feito pelo SisGCorp, do Exército, e passou ao Sistema Nacional de Armas (Sinarm), administrado pela PF. Segundo os participantes da audiência, a transição teria gerado falhas operacionais e atrasos nos processos.

 

Autor do requerimento da audiência, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) afirmou que houve um “vácuo operacional” na mudança. “A suspensão do serviço sem a implementação de um sistema substituto gerou paralisação de negócios lícitos, desvalorização patrimonial e insegurança jurídica”, declarou.

 

A Polícia Federal, por sua vez, negou interrupção total dos serviços. O coordenador-geral de Controle de Armas de Fogo, Wellington Clay, explicou que os processos seguem em andamento, com atendimento realizado por e-mail para viabilizar a transferência de propriedade.

 

Segundo o delegado, eventuais atrasos decorrem de interpretações equivocadas em unidades locais, o que, segundo ele, pode ser corrigido pelo órgão central. Clay também anunciou que um novo portal está em fase de testes, com uso de inteligência artificial para automatizar a análise documental e reduzir o trabalho manual.

 

Apesar das explicações, representantes do setor afirmam que os problemas persistem. O presidente da Associação Nacional de Atiradores (Anacac), José Luiz de Sanctes, relatou reclamações em diferentes estados e cobrou maior eficiência na normalização dos serviços.

 

O impacto econômico também foi destacado durante o debate. O deputado Capitão Alden (PL-BA) apontou prejuízos ao setor, incluindo fechamento de clubes, empresas e redução na geração de empregos, além da falta de segurança jurídica para os profissionais da área.

 

Outro ponto discutido foi a renovação dos Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAF), com vencimento previsto para julho de 2026. A Polícia Federal informou que o processo será feito de forma escalonada, conforme o mês de aniversário dos proprietários, para evitar sobrecarga no sistema.



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