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GWM lança primeiro barco a hidrogênio da América Latina


Por Redação

04/12/2025  às  12:23:16 | | views 4249


@Grupo Printer Comunicação

Embarcação apresentada na COP30 combina célula a combustível e baterias para demonstrar o futuro da energia limpa na navegação


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A GWM apresentou durante a COP30, em Belém, a primeira embarcação movida a hidrogênio da América Latina. Batizado de JAQ H1, o barco foi criado como uma plataforma de demonstração tecnológica e educação ambiental, permitindo ao público acompanhar, na prática, como funciona um sistema de célula a combustível aplicado à navegação — um passo que reforça a estratégia global da marca para acelerar a transição energética em diferentes modais.

 

Um laboratório flutuante

O JAQ H1 utiliza hidrogênio para alimentar todo o sistema elétrico de bordo, climatização, iluminação e instrumentos operacionais. A energia é produzida a partir de uma célula a combustível do tipo PEMFC, instalada em um contêiner no convés, que também abriga o sistema de abastecimento e armazenamento. Nas próximas fases do projeto, a tecnologia será integrada à propulsão da embarcação.


Na popa, ficam os 14 tanques de fibra de carbono responsáveis por armazenar cerca de 129 kg de hidrogênio comprimido — cerca de 9 kg por cilindro. O abastecimento pode ser feito pelos dois lados do barco, o que facilita a operação e amplia a flexibilidade logística, já que o gás é adquirido de fornecedores especializados.


 

Como o hidrogênio vira eletricidade

Após deixar os tanques, o hidrogênio segue para a célula a combustível, onde reage com o oxigênio do ar. A membrana interna separa cargas e direciona elétrons para um circuito externo, gerando eletricidade de forma silenciosa e sem combustão. O único subproduto é vapor d’água. No JAQ H1, a célula opera com 80 kW de potência e eficiência aproximada de 58%, dentro dos padrões internacionais.

 

Para manter o sistema estável, a embarcação utiliza água do mar para resfriamento, garantindo operação em torno de 70°C — muito abaixo de tecnologias de alta temperatura, como as células SOFC. Antes de ser devolvido ao ambiente, o ar aspirado passa por filtragem, retornando mais limpo à atmosfera.

 

Baterias garantem autonomia prolongada

A eletricidade gerada pela célula passa por módulos de controle que regulam tensão e corrente antes de chegar ao conjunto de baterias. O sistema de armazenamento, com cerca de 180 kWh, é o responsável por alimentar todas as funções elétricas do barco de forma contínua. Em eficiência energética, o hidrogênio supera painéis solares: enquanto a energia fotovoltaica aproveita cerca de 10% da radiação captada, a célula pode chegar a 60% em uso real, garantindo até dez dias de autonomia elétrica com todos os sistemas ligados.

 

Aplicações para a Amazônia — e além

O projeto foi desenvolvido com foco na navegação amazônica, que exige longas autonomias, silêncio, baixo impacto ambiental e zero emissão. O JAQ H1 demonstra que é possível gerar eletricidade a bordo sem ruído e sem poluentes, criando uma base de conhecimento para novas soluções de mobilidade fluvial. O barco poderá inspirar aplicações futuras para propulsão, transporte de passageiros, monitoramento ambiental e apoio logístico em áreas sensíveis.

 

A estratégia da GWM para o hidrogênio

O JAQ H1 integra o programa global GWM Hydrogen powered by FTXT, que desenvolve tecnologias de célula a combustível para diversos setores. Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen–FTXT Brasil, a demonstração na COP30 reforça a visão da empresa de tornar o hidrogênio uma solução acessível e escalável. “Nosso objetivo foi mostrar, em campo, que o hidrogênio pode atender grandes indústrias e também pequenas comunidades, adaptando-se a diferentes modais”, afirma.

 

A FTXT, subsidiária da GWM na China, é responsável por desenvolver os componentes do sistema. Fora do país asiático, opera sob a marca GWM Hydrogen, reforçando a expansão global da tecnologia.



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