Brasil lidera vazamento global de cookies na web, aponta pesquisa


Por Redação

12/06/2025  às  12:08:13 | | views 3870


@Mikhail Nilov/pexels

País soma mais de 7 bilhões de arquivos comprometidos; dados expõem riscos à segurança e à privacidade digital


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O Brasil aparece como o país mais afetado pelo vazamento de cookies na internet, segundo levantamento divulgado pela empresa de cibersegurança NordVPN no fim de maio. De acordo com a pesquisa, mais de 7 bilhões de cookies associados a usuários brasileiros foram encontrados na dark web, de um total de quase 94 bilhões analisados globalmente.

 

Cookies são pequenos arquivos usados para armazenar informações de navegação dos usuários em sites. Embora sejam essenciais para oferecer uma experiência personalizada, também podem conter dados sensíveis como logins, e-mails, localização, gênero e até endereços residenciais. Quando comprometidos, esses arquivos podem ser utilizados por criminosos para acessar contas, roubar identidades e aplicar golpes por meio de engenharia social.

 

O estudo mostra ainda que o número real de cookies vazados pode ser ainda maior: cerca de 9 bilhões de registros foram classificados como “desconhecidos”, o que impede a identificação do país de origem. Logo atrás do Brasil, os países mais afetados foram Índia, Indonésia, Estados Unidos e Vietnã.

 

Entre as plataformas que mais coletam dados de cookies estão Google, YouTube, Microsoft, Bing e MSN. Segundo especialistas, o uso extensivo dessas ferramentas amplia a superfície de exposição dos usuários.

 

“Cookies que armazenam informações detalhadas, como logins e endereços, podem colocar em risco até mesmo a segurança física de uma pessoa”, alerta Alex Vieira, especialista em cibersegurança da PierSec. Ele ressalta que muitos usuários aceitam cookies sem avaliar os riscos. “É importante rejeitar cookies desnecessários, sobretudo os de terceiros, que realizam rastreamento de comportamento online.”

 

O relatório também chama atenção para a diversidade e o risco de diferentes tipos de cookies:

• Cookies próprios (first-party): armazenados pelo site visitado, ajudam a lembrar preferências e dados de acesso. São considerados menos invasivos, mas ainda podem ser explorados.

Cookies de terceiros: gerados por outras empresas (como anunciantes), monitoram hábitos de navegação e são usados para publicidade direcionada.

Super cookies: difíceis de detectar e excluir, podem permanecer mesmo após a limpeza dos dados.

Cookies zumbi: se recriam automaticamente após serem excluídos, utilizando cópias salvas em locais menos acessíveis.

 

Grande parte dos cookies vazados foi capturada por softwares maliciosos, como infostealers, trojans e keyloggers, todos projetados para furtar informações de forma invisível. Esses programas exploram falhas de segurança nos dispositivos, muitas vezes sem que o usuário perceba.

 

Para mitigar os riscos, especialistas recomendam medidas básicas de proteção digital. Entre elas, o uso de antivírus robustos, preferencialmente pagos, o uso de VPNs para navegação mais segura e a exclusão regular de cookies acumulados nos navegadores. Em ambientes corporativos, soluções de segurança mais avançadas, como ferramentas de EDR (Endpoint Detection and Response), são consideradas fundamentais.

 

“O cuidado com a privacidade digital precisa ser cotidiano. Pequenos hábitos, como revisar as permissões de cookies e manter os dispositivos protegidos, fazem diferença significativa na prevenção de ataques”, destaca Alex Vieira.



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