Futuro econômico positivo é destacado por executivos sul-americano


Por Redação

29/11/2021  às  09:59:47 | | views 6708


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KPMG: executivos sul-americanos estão mais otimistas com relação aos próximos três anos


Os CEOs sul-americanos estão otimistas a respeito dos próximos três anos - seja com relação às empresas que eles lideram, seja com a economia local e global. Os confiantes com o futuro das companhias somam 87%, mesmo nível do restante do mundo - neste caso, os 1.325 CEOs que pertencem ao grupo formado por países que representam as principais economias do mundo. Essas são as principais conclusões do estudo "KPMG 2021 CEO Outlook: América do Sul" que tem como objetivo apresentar uma análise sobre como a economia sul-americana sentiu os impactos de quase dois anos da pandemia da covid-19. O levantamento foi feito em junho e julho deste ano e consultou 260 líderes empresariais do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela.

 

Segundo o relatório, o patamar se manteve alto mesmo quando analisados os países e os segmentos em que as empresas atuam. Nesses aspectos, 88% dos sul-americanos estão mais otimistas do que 82% do grupo de principais países pesquisados (Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos). Com relação aos segmentos de atuação, 91% estão confiantes contra 77% das principais nações.



"A pandemia da covid-19 trouxe à discussão aspectos da dinâmica política, social e financeira das economias mundiais que até então não possuíam tanta visibilidade. O impacto coletivo de decisões individuais deu o tom de muitas discussões ao redor do globo, ao lado de temas de sustentabilidade ambiental e o valor da cooperação de diversos agentes para o avanço dessa agenda. Os dados apurados sugerem que esses temas já se encontram bem disseminados no mundo dos negócios. A perspectiva é de que pactos podem ser criados ou renovados para fortalecer as estruturas e fluxos produtivos globais", analisa o presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul, Charles Krieck.

 

Tecnologia e estratégia cibernética

As tecnologias disruptivas (19%) e os riscos relacionados à cadeia de suprimentos (18%) foram vistos como os maiores riscos ao crescimento das empresas nos próximos três ano pela maior parte dos CEOs da América do Sul entrevistados pela KPMG. Já na amostra do grupo dos principais países, esses percentuais caíram para 11% e 12%. As estratégias para prevenção desses tipos de riscos são a diversificação de fontes de entrada e o monitoramento constante da cadeia, de forma a antecipar eventuais problemas e torná-la mais resiliente.

 

Os sul-americanos também se consideram mais bem preparados para enfrentar um ataque cibernético do que a média. Cerca de 78% deles declararam que as empresas que eles lideram estão preparadas para uma eventualidade do gênero, índice maior do que o apontado pelo grupo dos principais países (58%). Já uma estratégia cibernética robusta é vista como fundamento da confiança dos acionistas por 81% dos sul-americanos, e por 75% dos executivos das principais nações.

 

Pauta ambiental é vista com maior urgência no continente sul-americano

O estudo apontou que a pauta ambiental é uma prioridade para 81% dos executivos da América do Sul, um percentual superior aos entrevistados das empresas localizadas nos principais países. No relatório, eles afirmam que os líderes mundiais que participarão da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas de 2021 (COP26, marcada para acontecer na Escócia, em novembro) precisam injetar a urgência necessária na agenda ambiental.

 

Além disso, é grande a proporção de CEOs (82% no continente e 77% no grupo das principais nações) que acredita que o estímulo do governo é necessário para turbinar os investimentos feitos pela comunidade empresarial quanto às mudanças climáticas. No continente, 45% dos executivos pretendem investir entre 6% e 10% da receita das empresas em programas que as tornem mais sustentáveis, ante 21% no grupo principal. Os que pretendem investir uma fatia menor, de até 5%, somam 44% na amostra dos principais países, e 28% no continente.

 

"Com a emergência da covid-19 e o deslocamento dos investimentos de ESG para os componentes sociais, há a indicação de que agora os executivos sentem-se mais vinculados ao lado social dos negócios. Este ano, também assistimos a um processo de ampliação de iniciativas de inclusão em empresas, e das discussões por elas geradas no âmbito público. As empresas estão se tornando mais diversas em termos de representatividade étnica, social e de gênero, e já se desenha uma visão dos CEOs a respeito dos benefícios dessa nova configuração da força de trabalho, que vão desde atrair jovens talentos até incentivar a inovação por meio da diversidade", finaliza Krieck.



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