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Drones irregulares expõem nova fronteira de segurança


Por Redação

24/10/2025  às  08:41:40 | | views 2395


@COP Atech

Uso irregular de aeronaves não tripuladas em presídios, fronteiras e eventos leva à adoção de sistemas avançados de monitoramento aéreo


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O uso indevido de drones tem se tornado uma das principais preocupações das forças de segurança em diversos países. Esses equipamentos, cada vez mais acessíveis e sofisticados, vêm sendo utilizados em atividades ilícitas — desde o transporte de drogas e celulares em presídios até o contrabando em fronteiras e o sobrevoo irregular em grandes eventos.

 

Especialistas alertam que a popularização dos drones criou um novo desafio para o controle do espaço aéreo de baixa altitude, antes pouco monitorado.

 

“Estamos diante de uma nova fronteira de segurança. Os drones podem ter usos legítimos, mas também representam uma ameaça concreta quando operados sem controle”, afirma Claudio Nascimento, especialista em vigilância aérea. “O desafio é identificar rapidamente o que é risco e reagir antes que o problema se torne um incidente.”

 

Para enfrentar essa nova realidade, empresas brasileiras de tecnologia vêm desenvolvendo sistemas voltados à detecção e neutralização de aeronaves não tripuladas. Uma das soluções criadas no país combina sensores de radiofrequência, radares e câmeras capazes de rastrear drones em tempo real, mapeando rotas, origens e comportamentos suspeitos.

 

Esses sistemas permitem o acompanhamento simultâneo de múltiplos alvos e a integração com centros de comando e controle das forças de segurança. A conectividade via satélite em banda estreita possibilita a operação mesmo em áreas sem cobertura de rede convencional, como regiões de fronteira e zonas rurais.

 

Além de identificar drones irregulares, as novas tecnologias ampliam a consciência situacional das equipes em campo, permitindo a adoção de medidas preventivas em eventos públicos, áreas sensíveis e estruturas estratégicas. Os sistemas podem emitir alertas automáticos, acionar protocolos de segurança e fornecer dados para investigações posteriores.

 

Segundo Nascimento, a adoção de soluções de vigilância integradas é um passo essencial para fortalecer a resposta do Estado a ameaças tecnológicas emergentes.

 

“O objetivo é garantir autonomia tecnológica e proteger o espaço aéreo brasileiro, especialmente em áreas críticas como fronteiras e instalações públicas”, destaca.

 

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o problema e ver as novas tecnologias disponíveis no mercado, basta visitar o estande que a empresa Atech montou no COP Internacional 2025. O evento que começou ontem (23) e termina amanhã (25), acontece no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km, Água Funda, em São Paulo) e reúne as principais empresas voltadas a tecnologias de segurança pública.



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