Festival Mulheres do Mundo reúne lideranças femininas
Por Redação
23/10/2025 às 07:25:07 | | views 2394
Evento internacional acontece entre os dias 24 e 26 e terá debates, shows e feiras de empreendedorismo
O Rio de Janeiro recebe, entre os dias 24 e 26 de outubro, a terceira edição do Festival Mulheres do Mundo (WOW). Pela primeira vez, o evento será realizado no Complexo da Maré, reunindo cerca de 150 mulheres de diferentes áreas para discutir temas como igualdade de gênero, justiça reprodutiva e mudanças climáticas.
A programação inclui rodas de conversa, shows, competições esportivas e uma feira de empreendedorismo, todas as atividades com entrada gratuita. Entre as presenças confirmadas estão a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, as escritoras Conceição Evaristo e Sueli Carneiro, a pajé Japira Pataxó e a ex-ministra da Justiça da França Christiane Taubira.
Na parte musical, o público poderá assistir a apresentações de Fat Family, Fafá de Belém, Priscila Senna, MC Luanna, Kaê Guajajara e da artista BIAB, representante da comunidade LGBTQIAP+. Os ingressos podem ser reservados pelo site oficial do festival.
Evento global chega às comunidades
Criado em 2010 pela diretora britânica Jude Kelly, o Festival Mulheres do Mundo já passou por 23 países em seis continentes, impactando mais de cinco milhões de pessoas com ações voltadas ao protagonismo feminino.
O Rio de Janeiro é a única cidade da América Latina a sediar o evento — as duas edições anteriores, em 2018 e 2023, ocorreram na Praça Mauá, no Centro. Nesta terceira edição, o festival expande suas fronteiras e chega pela primeira vez a um território de favela.
A realização é da ONG Redes da Maré, organização fundada em 2007 que atua na defesa de direitos e na promoção de políticas públicas para os mais de 140 mil moradores das 15 favelas que compõem o Complexo da Maré.
“Realizar um festival do porte do WOW num território de favela é afirmar a importância de olhar para a cidade de forma igualitária, apropriando-se dos espaços sem barreiras ou fronteiras”, afirma Eliana Sousa Silva, diretora fundadora da Redes da Maré e curadora geral do evento no Brasil.
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