Bancos têm até esta quarta para devolver R$ 1,3 bilhão de bets


Por Redação

14/10/2026  às  08:12:49 | | views 64


© Antônio Cruz/ Agência Brasil

Restituição pode alcançar 26,5 milhões de apostadores; valores não pagos por impedimentos operacionais serão encaminhados à Caixa, enquanto governo monitora saldos suspeitos e alerta para golpes


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Bancos e instituições financeiras têm até esta quarta-feira (14) para devolver cerca de R$ 1,325 bilhão que permaneceu nas contas de apostadores após o encerramento de plataformas de apostas on-line abrangidas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026. Segundo o governo federal, aproximadamente 26,5 milhões de apostadores podem receber os valores.

 

A restituição começou na sexta-feira (9), depois que terminou, em 5 de outubro, o prazo para a retirada voluntária dos saldos diretamente nas plataformas. Com o encerramento das operações, as empresas de apostas tiveram até o dia 8 para enviar aos bancos as informações sobre os valores vinculados aos CPFs e às contas utilizadas nos depósitos.

 

O prazo, no entanto, não garante que todos os pagamentos sejam concluídos nesta quarta. Nos casos em que houver impedimentos operacionais, a Caixa Econômica Federal assumirá a intermediação das restituições pendentes a partir desta data. As orientações para esses beneficiários deverão ser divulgadas pelos canais oficiais do governo e da instituição financeira.

 

A devolução exige o processamento dos dados enviados pelas empresas e a identificação das contas de destino. Por isso, os apostadores devem acompanhar a movimentação da conta bancária utilizada para fazer os depósitos e verificar eventuais créditos. Caso o dinheiro não seja recebido, a recomendação é buscar informações diretamente com a instituição responsável, sem recorrer a intermediários.

 

A operação envolve valores distribuídos por milhões de usuários e contas. Segundo dados do governo, 86,2 milhões de contas mantinham saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que somavam R$ 15,5 milhões. A quantidade de contas é superior ao número de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.

 

Além de organizar a restituição, o governo acompanha saldos considerados elevados. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 40 CPFs estão sob análise para apuração de possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro. A análise, porém, não significa que os titulares tenham cometido crimes: eventuais responsabilidades dependem da investigação de cada caso.

 

A medida provisória que determinou o encerramento das operações abrangidas pela decisão foi publicada em 25 de setembro e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor, conforme as regras constitucionais aplicáveis.

 

Enquanto os pagamentos são processados, os apostadores também precisam ficar atentos às tentativas de fraude. A expectativa de receber dinheiro pode ser explorada por criminosos que se passam por bancos, órgãos públicos ou representantes das plataformas para solicitar dados pessoais, senhas e pagamentos antecipados.

 

A orientação é consultar apenas os canais oficiais das instituições financeiras e do governo, desconfiar de links recebidos por mensagens e não compartilhar códigos de autenticação. Não é necessário pagar taxas antecipadas para receber a restituição. Qualquer cobrança apresentada como condição para liberar os valores deve ser confirmada diretamente com o banco responsável.

 

Com o fim do prazo bancário, a prioridade passa a ser concluir as transferências e solucionar os casos que exigirem processamento adicional. Para os apostadores, acompanhar os canais oficiais e evitar intermediários não autorizados é fundamental para receber os recursos com segurança.



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