Rui Costa Pimenta propõe estatizar ensino privado


Por Redação

19/09/2026  às  08:40:14 | | views 108


© Diário Causa Operária/Divulgação

Candidato do PCO defende aumento de verbas para saúde e educação, redução da jornada e mudanças em políticas de habitação e reforma agrária


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O candidato do PCO à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, apresenta um programa de governo dividido em 15 temas, com propostas de mudanças nas áreas de trabalho, saúde, educação, habitação, reforma agrária e economia.

 

Entre as medidas defendidas estão a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares, a ampliação dos recursos destinados à saúde pública e a revogação das reformas trabalhista e previdenciária.

 

Saúde

Na saúde, o PCO propõe ampliar os recursos destinados ao atendimento público e lançar um plano emergencial para a construção de hospitais e postos de saúde em todo o país.

 

O programa também prevê a contratação de profissionais por meio do Mais Médicos e a abertura imediata de centenas de cursos de medicina e enfermagem em universidades públicas, com acesso sem vestibular.

 

Educação

Para a educação, o partido defende a estatização do ensino privado e o fim dos vestibulares. O plano prevê ainda aumento dos investimentos na educação pública e redução da jornada dos professores para, no máximo, 30 horas semanais.

 

Habitação

Na área habitacional, Rui Costa Pimenta propõe a expropriação de imóveis vazios pertencentes, segundo o programa, a especuladores do mercado imobiliário.

 

O candidato também defende a proibição de despejos e desocupações e a construção de milhões de moradias.

 

Reforma agrária

O programa prevê o assentamento imediato de milhões de trabalhadores sem-terra acampados no país e a demarcação de terras indígenas em disputa com grandes proprietários rurais.

 

O PCO também defende o direito ao armamento para trabalhadores do campo e povos indígenas.

 

Economia

Na economia, o plano propõe o cancelamento das privatizações realizadas, redução de 50% no preço dos combustíveis e o fim da política de paridade dos preços com o dólar.

 

O candidato defende ainda a reposição integral das perdas salariais, aumento emergencial de 50% dos salários, salário mínimo de pelo menos R$ 7.500 e benefício do Bolsa Família equivalente a, no mínimo, um salário mínimo.

 

Entre as demais propostas estão a anulação das dívidas dos trabalhadores com o sistema financeiro, o fim da independência do Banco Central e a substituição da atual estrutura tributária por um modelo concentrado na tributação dos ganhos dos grandes grupos econômicos e das grandes fortunas.

 

O programa também prevê reajuste das aposentadorias e pensões para recompor integralmente as perdas acumuladas.

 

Trabalho

Na área trabalhista, Rui Costa Pimenta propõe revogar a reforma trabalhista e as reformas da Previdência.

 

O plano estabelece aposentadoria após, no máximo, 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens, além da reposição integral das perdas no valor de aposentadorias e pensões.

 

O candidato também defende uma jornada de até sete horas diárias e cinco dias por semana, totalizando 35 horas semanais.

 

Para trabalhadores demitidos, o programa prevê seguro-desemprego equivalente ao último salário recebido. Outra proposta é impedir despejos e cortes de serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, para pessoas desempregadas.



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