FITec Labs cria IA para empresas manterem dados dentro da própria estrutura
Por Redação
17/09/2026 às 09:14:32 | | views 42
Solução desenvolvida em Campinas permite criar assistentes, analisar documentos e automatizar tarefas; tecnologia será apresentada no Campinas Innovation Week
Manter informações estratégicas dentro da própria empresa é uma das preocupações de organizações que adotam ferramentas de inteligência artificial. Contratos, documentos internos, dados de clientes e outras informações sigilosas podem exigir cuidados quando o processamento depende de serviços externos.
A FITec Labs, de Campinas, desenvolveu uma solução de inteligência artificial generativa que funciona na estrutura da própria organização. A ideia é permitir que empresas criem ferramentas de IA para suas necessidades sem precisar enviar os dados para serviços externos.
A tecnologia pode ser usada, por exemplo, para criar um assistente interno que consulte documentos da empresa, analisar contratos, organizar uma base de conhecimento ou automatizar parte do atendimento. Os dados ficam no ambiente do cliente.
O primeiro projeto foi feito para um escritório de advocacia, segundo José Luis De Souza, CEO da FITec Labs. A solução, afirma, pode ser utilizada por empresas de diferentes áreas, principalmente aquelas que trabalham com informações que exigem maior controle.
“Cada empresa pode ter sua própria IA, sem a necessidade de assinar e pagar pelas disponibilizadas no mercado”, diz De Souza.
Equipamento
A estrutura usada pela FITec Labs ocupa cerca de 15 centímetros e tem 128 GB de memória unificada. É a partir dela que a equipe desenvolve, testa e ajusta os modelos de inteligência artificial.
O equipamento é um Acer Veriton GN100, computador de alto desempenho equipado com o superchip NVIDIA GB10 Grace Blackwell. A máquina combina CPU e GPU para lidar com aplicações que exigem grande capacidade de processamento.
Alexandre Albuquerque, gerente de projetos da FITec Labs, explica que o trabalho não se limita ao fornecimento do equipamento. A equipe identifica a necessidade do cliente, desenvolve a aplicação, realiza os testes e faz a integração com os sistemas que a empresa já utiliza.
“A combinação do GN100 com a engenharia da FITec Labs se converte em soluções mais eficientes, com menor tempo de desenvolvimento, custo total otimizado e desempenho ajustado à realidade de cada cliente”, afirma.
Mais de uma aplicação
Uma mesma estrutura pode ser usada em projetos diferentes. Uma empresa pode começar com um assistente para consulta de documentos e, posteriormente, utilizar a infraestrutura em outras aplicações.
Segundo Albuquerque, outra possibilidade é ampliar a capacidade de processamento conforme o projeto cresce. Duas unidades podem ser conectadas para trabalhar com modelos maiores. Em uma etapa posterior, se houver necessidade de mais capacidade, o desenvolvimento pode ser levado para uma estrutura de nuvem ou data center.
A empresa também aponta a possibilidade de maior previsibilidade dos custos. Em vez de depender apenas de serviços externos cobrados pelo volume de processamento, o cliente investe na infraestrutura e pode utilizá-la em diferentes projetos.
“A estrutura também ajuda a dar mais previsibilidade aos custos. Em vez de depender exclusivamente de serviços cobrados de acordo com o volume de processamento, a empresa pode investir na infraestrutura e utilizar a capacidade disponível para diferentes projetos”, diz Albuquerque.
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