Clima preocupa, mas segurança e custo de vida seguem no topo das prioridades


Por Redação

17/09/2026  às  07:15:36 | | views 62


© Prefeitura de São Lourenço do Sul

Levantamento com 1.800 pessoas mostra que 91% consideram importante a proteção ambiental, mas temas como violência e inflação seguem como prioridades


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Uma pesquisa inédita realizada pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima revela que 91% dos brasileiros reconhecem a importância das mudanças climáticas e da preservação ambiental. Apesar disso, a segurança pública, o custo de vida, a saúde e a educação ainda ocupam os primeiros lugares nas preocupações da população.

 

Entre os problemas apontados, a segurança pública lidera com 49% das menções, seguida pelo aumento do custo de vida ou inflação (41%), violência contra a mulher e feminicídios (36%), e qualidade da saúde pública (34%). As mudanças climáticas aparecem apenas em nono lugar, com 19%.

 

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (17), mostra que 87% dos entrevistados concordam que o aquecimento global tem provocado secas, chuvas intensas e ondas de calor, enquanto 85% afirmam que essas alterações impactam o cotidiano dos brasileiros. A maioria (79%) defende que o tema seja prioridade mesmo que isso gere custos econômicos, e 76% acreditam que ainda é possível evitar efeitos mais graves se houver medidas imediatas.

 

Sobre o tema ambiental, 35% citam as mudanças climáticas como o principal problema, seguidas pela gestão de resíduos (21%), qualidade do ar e poluição (15%), e escassez de água e secas (14%). Quanto às causas, 58% apontam a ação humana, 36% consideram uma combinação entre atividade humana e fenômenos naturais, e 5% atribuem o fenômeno apenas a causas naturais.

 

No que diz respeito à responsabilidade, 67% dos entrevistados destacam que empresas e indústrias têm maior parcela do que cidadãos no enfrentamento da crise climática. Contudo, a avaliação sobre a atuação dos diversos atores é majoritariamente negativa: 78% reprova o comportamento das pessoas, 75% das empresas e 71% do governo federal, que é apontado como principal responsável pela liderança em políticas ambientais.

 

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, critica a postura dos presidenciáveis: “A maioria tem planos fracos ou inexistentes. Um deles é negacionista convicto. Os brasileiros querem compromissos claros, mas isso não está acontecendo.”

 

Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório, ressalta o desafio eleitoral: “Não podemos aceitar negacionistas no Executivo nem no Legislativo em plena crise climática. É urgente que essa preocupação se transforme em votos.”

 

O estudo ouviu 1.800 brasileiros adultos entre 17 e 20 de agosto, por meio de questionário online que avalia percepção sobre clima, meio ambiente, agenda pública e governamental.



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