F5 amplia controle sobre segurança e custos de IA
Por Redação
26/08/2026 às 07:34:47 | | views 35
Nova versão do AI Gateway centraliza políticas para modelos e agentes e busca dar às empresas mais controle sobre gastos, acesso e proteção de dados
A F5 apresentou nesta terça-feira (25) uma nova versão do AI Gateway, solução voltada à gestão de segurança, acesso e custos relacionados ao uso de inteligência artificial nas empresas. A ferramenta passa a integrar a F5 AI Security Platform e funciona como um ponto central de controle para modelos, agentes e ferramentas de IA.
A companhia afirma que a adoção da tecnologia avançou mais rapidamente do que as estruturas de governança. Segundo o relatório State of Applications Strategy 2026, da própria F5, 77% das organizações consultadas dizem que a inferência — etapa em que os modelos são usados para gerar respostas — já é a principal atividade de IA, à frente de treinamento e ajuste de modelos. As empresas administram, em média, sete modelos.
Com a expansão do uso, o consumo de tokens, unidade usada para medir o processamento de modelos de linguagem, passou a ter impacto direto sobre custos, desempenho e segurança. A proposta do AI Gateway é concentrar em uma mesma camada o controle desses fatores, em vez de depender de ferramentas independentes.
A solução reúne três componentes. O Model Gateway gerencia o acesso aos modelos e busca reduzir custos; o MCP Gateway controla a comunicação entre agentes de IA e ferramentas externas; e o AI Guardrails aplica mecanismos de proteção às solicitações e respostas.
Entre os recursos estão a definição centralizada de orçamentos, políticas de roteamento e permissões de acesso. As regras podem ser aplicadas em ambientes distribuídos, independentemente de onde estejam hospedados os modelos, agentes ou aplicações.
Na frente de custos, o sistema associa o consumo de tokens a provedores, modelos, equipes e usuários. Também permite estabelecer limites de gastos e utilizar recursos como roteamento automático entre modelos, cache semântico e balanceamento de carga com base no uso de GPUs. Segundo a F5, a tecnologia pode reduzir em até 60% os gastos com tokens sem necessidade de alterações nas aplicações.
Controle de agentes
O avanço dos chamados agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas e acionar ferramentas externas, também ampliou os desafios de segurança. A função MCP Gateway permite restringir o acesso dos agentes a APIs, fontes de dados e sistemas de recuperação de informações autorizados pela organização.
A ferramenta mantém ainda registros das atividades, com informações sobre o que foi acessado, quando ocorreu o acesso, qual agente realizou a ação e em nome de quem. Um catálogo de servidores MCP aprovados também busca facilitar o controle sobre as ferramentas disponíveis para uso pelos desenvolvedores.
Na proteção dos dados, o AI Guardrails inspeciona as solicitações e respostas trocadas com os modelos. A F5 afirma que o mecanismo pode ocultar informações confidenciais antes do envio ao modelo, além de identificar tentativas de injeção de comandos e jailbreak, técnica usada para contornar restrições de sistemas de IA.
A plataforma também oferece trilhas de auditoria, integração com sistemas de gerenciamento de informações e eventos de segurança (SIEM) e controles de residência de dados. A empresa afirma que os recursos foram desenvolvidos para atender a requisitos de estruturas como SOC 2, ISO e HIPAA.
Integração à plataforma de segurança
O AI Gateway passa a ocupar uma posição central na F5 AI Security Platform, lançada pela empresa no início deste ano. A plataforma reúne recursos de governança, controle de uso, testes de segurança e proteção de aplicações de IA em tempo de execução, além de ferramentas de observabilidade.
A estratégia da F5 é aplicar as políticas diretamente sobre o tráfego de IA, permitindo controlar quais recursos os sistemas podem acessar e quais informações podem expor, além de acompanhar os custos associados às operações.
O AI Gateway pode ser implantado em ambientes SaaS, híbridos e multicloud. Segundo a empresa, o suporte a ambientes isolados, conhecidos como air-gapped, está previsto para casos de uso que exigem maior controle por razões regulatórias ou de soberania de dados.
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