Copom reduz Selic para 14% e mantém ciclo de cortes nos juros
Por Redação
06/08/2026 às 08:03:36 | | views 57
Banco Central diminui taxa básica em 0,25 ponto percentual pela quarta reunião consecutiva e cita desaceleração gradual da inflação e da atividade econômica
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (5) a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. A decisão, unânime, representa o quarto corte consecutivo dos juros básicos da economia, todos de 0,25 ponto percentual.
Em comunicado, o Banco Central afirmou que a redução está alinhada à estratégia de conduzir a inflação para a meta nos próximos períodos, sem comprometer a estabilidade dos preços. Segundo a autoridade monetária, a decisão também busca reduzir oscilações da atividade econômica e favorecer as condições para o emprego.
No cenário externo, o Copom voltou a destacar o ambiente de incerteza provocado pelos conflitos no Oriente Médio e pelas dúvidas em torno da condução da política monetária em economias avançadas. Para o colegiado, esse contexto exige cautela de países emergentes diante da maior volatilidade dos mercados financeiros e dos preços de commodities.
Em relação ao cenário doméstico, o Banco Central avaliou que os indicadores divulgados desde a última reunião apontam para uma desaceleração gradual da atividade econômica, embora o nível de atividade permaneça resiliente. O mercado de trabalho, segundo o comunicado, continua aquecido, enquanto os diferentes setores da economia apresentam sinais mistos.
A autoridade monetária também observou que a inflação ao consumidor perdeu ritmo nas divulgações mais recentes, mas permanece acima do limite superior da meta. Já as medidas de inflação subjacente, que desconsideram oscilações mais voláteis, recuaram para um patamar ligeiramente inferior ao teto do intervalo de tolerância.
A Selic é a principal referência para o custo do crédito e para a remuneração de aplicações em renda fixa. Alterações na taxa influenciam as condições de financiamento, o consumo, os investimentos e as expectativas para a inflação.
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