IA deixa laboratório e entra no core dos negócios, diz estudo
Por Redação
07/05/2026 às 11:05:06 | | views 3109
Levantamento com líderes de TI mostra que 78% das grandes empresas já operam inferência de inteligência artificial em produção; segurança e governança se tornam principais desafios na era da IA agêntica
A inteligência artificial já não ocupa mais o papel de experimento em grandes corporações globais, mas reflete diferenciais competitivos e mostram novos caminhos. Segundo o relatório State of Application Strategy 2026, da F5, a tecnologia passou a integrar o núcleo operacional de 78% das maiores empresas do mundo, que já executam inferência de IA em ambiente produtivo.
O estudo, baseado em entrevistas com 1.100 líderes de TI e cibersegurança de companhias que faturaram entre US$ 6 bilhões e US$ 10 bilhões em 2025, indica uma mudança estrutural: a IA deixa de ser tratada como iniciativa de inovação para se tornar carga de trabalho crítica, sujeita aos mesmos requisitos de disponibilidade, governança e segurança de sistemas essenciais ao negócio.
A pesquisa também mostra que 77% das organizações afirmam que a inferência — etapa em que modelos treinados são aplicados para gerar resultados — já supera o treinamento e o desenvolvimento de modelos como principal uso de IA nas empresas. Em média, essas companhias operam sete modelos simultaneamente em produção.
Para a F5, o movimento reforça uma mudança de abordagem. “A IA passou da fase experimental para a operacional. A questão agora não é se as empresas usarão IA, mas se elas conseguem executá-la de forma confiável, segura e em escala”, afirmou Kunal Anand, diretor de produtos da companhia.
A complexidade cresce junto com a adoção. O levantamento aponta que 93% das empresas operam em múltiplas nuvens e 86% distribuem aplicações em ambientes híbridos, combinando infraestrutura local, nuvem pública e colocation. Esse cenário amplia os desafios de orquestração e proteção das cargas de trabalho de IA.
Reforço na segurança
A segurança aparece como ponto crítico: 88% das organizações relataram dificuldades relacionadas à proteção de sistemas de IA, enquanto 98% afirmam estar se preparando para a chamada IA agêntica — modelos autônomos capazes de tomar decisões e executar tarefas com mínima intervenção humana.
Nesse contexto, o controle migra para camadas mais próximas da aplicação. Segundo o estudo, 29% das empresas já tratam a camada de prompts como principal mecanismo de entrega de dados, enquanto 23% priorizam camadas de tokens, utilizadas tanto para performance quanto para segurança.
A dependência de plataformas públicas de IA, por sua vez, parece limitada. Apenas 8% das organizações afirmam adotar exclusivamente serviços externos, o que reforça a tendência de construção de arquiteturas próprias ou híbridas, com maior controle sobre dados, custos e governança.
Para os autores do relatório, a consolidação da IA como infraestrutura crítica reposiciona a discussão tecnológica nas empresas. Mais do que adoção, o desafio passa a ser operacional: garantir que sistemas de inteligência artificial funcionem com estabilidade, escala e segurança em ambientes cada vez mais distribuídos. Para mais informações, baixe o Relatório sobre o Estado da Estratégia de Aplicações 2026 na íntegra e confira as conclusões completas, referências do setor e recomendações estratégicas.
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