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Trump amplia retórica contra Irã e prevê intensificação de ataques


Por Redação

02/04/2026  às  07:44:16 | | views 88


@ag-segnews/reprodução

Em pronunciamento, presidente dos EUA minimiza impacto do petróleo e cobra maior atuação de aliados


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que as forças americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade militar do Irã e indicou que os objetivos centrais da ofensiva, iniciada há 32 dias, estariam próximos de serem alcançados.

 

Em pronunciamento de cerca de 20 minutos, o republicano disse que pretende ampliar os ataques nas próximas semanas, ao mesmo tempo em que mantém aberta a possibilidade de negociações. Segundo ele, há alvos estratégicos definidos caso não haja acordo no curto prazo.

 

Trump afirmou que instalações de geração de energia estão entre os possíveis alvos e disse que o setor petrolífero não foi atingido deliberadamente. “Não atacamos o petróleo, embora seja o alvo mais fácil”, declarou, ao argumentar que preservar essa infraestrutura manteria margem para reconstrução futura.

 

Sem detalhar operações específicas, o presidente afirmou que forças iranianas teriam sido “destruídas” em diferentes frentes. Ele não explicou, contudo, a manutenção de restrições no Estreito de Ormuz, rota por onde circula parcela relevante do comércio global de petróleo e que tem registrado impactos recentes nos preços internacionais.

 

Ao comentar o tema, Trump minimizou os efeitos da alta do petróleo e afirmou que os Estados Unidos têm baixa dependência da região. Também disse que países mais dependentes da rota devem assumir protagonismo na segurança da via marítima, com eventual apoio americano.

 

O presidente citou aliados no Oriente Médio — entre eles Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein — e os agradeceu pelo apoio. Parte desses países abriga bases militares dos EUA e tem sido alvo de ações do Irã em resposta aos ataques.

 

Sobre o mercado interno, Trump classificou como temporário o aumento recente no preço dos combustíveis nos EUA e atribuiu a oscilação a ataques contra petroleiros na região.

 

Ao justificar a continuidade da operação, o presidente comparou a duração do conflito atual com a participação americana em guerras anteriores, como a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e a Guerra do Iraque.

 

O discurso não mencionou protestos recentes em cidades como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington. As manifestações, realizadas nos últimos dias, criticaram a atuação do governo no conflito e políticas migratórias.

 

Levantamentos de institutos de pesquisa indicam queda na aprovação do presidente, que registra cerca de um terço de apoio, segundo dados divulgados pela imprensa americana.



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