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Oficial da PM é preso: laudos contrariarem versão de suicídio


Por Redação

18/03/2026  às  09:46:35 | | views 99


© Gisele Alves Santana/Instagram

Investigação aponta sinais de agressão no corpo da vítima e indiciamento inclui fraude processual


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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana. O mandado foi cumprido na residência do oficial, em São José dos Campos, no interior paulista.

 

Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual e será encaminhado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital, onde o caso é conduzido.

 

A morte ocorreu em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal vivia. Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça. Na ocasião, o tenente-coronel acionou o socorro e comunicou o caso como suicídio às autoridades.

 

A versão inicial, no entanto, passou a ser questionada ainda nos primeiros dias, principalmente pela família da vítima. Diante de inconsistências, o registro foi alterado para morte suspeita, e a investigação avançou com novas perícias.

 

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões na face e na região cervical da policial, compatíveis com agressão. Segundo os exames, as marcas indicam pressão e escoriações causadas por unhas, sugerindo possível violência antes do disparo.

 

Um novo laudo, emitido em 7 de março após a exumação do corpo, reforçou conclusões já presentes no exame inicial, realizado no dia seguinte à morte, que também mencionava lesões no rosto e no pescoço.

 

Para a acusação, os elementos periciais enfraquecem a hipótese de suicídio e sustentam a investigação por feminicídio. O advogado da família, José Miguel Silva Junior, já havia apontado que os indícios encontrados no corpo da vítima, somados a outras provas, corroboram essa linha de apuração.

 

O caso segue sob investigação e deve incluir novos depoimentos e análises técnicas nos próximos dias.



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