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Indústria reduz planos de investimento em 2026


Por Redação

17/03/2026  às  10:05:06 | | views 94


@Life Of Pix

Levantamento aponta queda na intenção de aportes e maior dependência de capital próprio, além da incerteza econômica


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A intenção de investimento da indústria brasileira perdeu força em 2026, refletindo um ambiente econômico ainda pressionado por juros elevados e incertezas. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria divulgada nesta terça-feira (17), 56% das empresas do setor pretendem investir neste ano, abaixo dos 72% registrados em 2025.

 

Do total de indústrias com planos de aportes, a maioria (62%) pretende dar continuidade a projetos em andamento, enquanto apenas 31% indicam novos investimentos — sinal de cautela por parte do setor produtivo. Ao mesmo tempo, 23% das empresas afirmam que não devem investir em 2026, sendo que parte delas adiou ou cancelou iniciativas previamente planejadas.

 

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade, o resultado reflete um cenário ainda adverso. “O percentual de empresas que não pretende investir é elevado e reflete o ambiente econômico desafiador, especialmente por conta dos juros altos”, afirmou.

 

Os dados indicam que o foco dos investimentos permanece concentrado em ganhos de eficiência. Entre as empresas que pretendem investir, 48% buscam melhorar processos produtivos e 34% querem ampliar a capacidade de produção. Iniciativas mais voltadas à inovação, como lançamento de novos produtos, aparecem com menor peso.

 

A dificuldade de acesso ao crédito segue como um dos principais entraves. Diante do custo elevado do financiamento, 62% das empresas pretendem usar recursos próprios para investir, enquanto apenas 28% devem recorrer a bancos ou instituições financeiras. O movimento reforça uma tendência de aumento da dependência do caixa das empresas para sustentar projetos.

 

O levantamento também mostra que o mercado interno continua sendo o principal destino dos investimentos: 67% das indústrias planejam direcionar seus aportes prioritariamente ao Brasil, enquanto apenas 4% têm foco exclusivo no mercado externo.

 

Entre os principais obstáculos enfrentados pelas empresas, destacam-se as incertezas econômicas (citadas por 63%), queda de receitas, dúvidas sobre a demanda e questões tributárias. O cenário foi agravado, segundo a CNI, por fatores como o custo do dinheiro e mudanças no ambiente internacional.

 

Apesar da desaceleração nos planos para 2026, o balanço de 2025 mostra que a indústria manteve algum dinamismo. Naquele ano, 72% das empresas realizaram investimentos, principalmente na compra de máquinas e equipamentos, modernização de plantas e melhoria da infraestrutura produtiva.

 

O estudo também aponta que áreas como qualificação de mão de obra, inovação tecnológica e eficiência energética ganharam relevância nas decisões empresariais, indicando uma busca por produtividade em um contexto de margens pressionadas e crescimento moderado.



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