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Campanha da Fraternidade 2026 da CNBB - Moradia


Por Redação

18/02/2026  às  14:20:07 | | views 4239


© CNBB/Divulgação

Igreja Católica reforça que acesso a casa digna é porta de entrada para saúde, educação e cidadania


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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta Quarta-feira de Cinzas (18), em Brasília, a Campanha da Fraternidade de 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). A iniciativa visa chamar atenção para o direito à habitação digna e para a realidade de milhões de brasileiros que ainda vivem sem acesso a um lar adequado.

 

O secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers, afirmou que a moradia não é um privilégio, mas condição básica para o exercício de outros direitos, como saúde, educação e segurança. “Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco”, disse.

 

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, lembrou a Sagrada Família e o nascimento de Jesus em uma manjedoura, conectando a mensagem da campanha à situação de pessoas em vulnerabilidade habitacional. O sacerdote também reforçou a necessidade de debate contínuo sobre políticas públicas de habitação e convocou a sociedade a agir em todas as esferas de governo.

 

Durante a cerimônia, foi apresentada a experiência da comunidade católica de Trindade, em Salvador (BA), na conquista de moradias para pessoas em situação de rua. O responsável pela iniciativa, Irmão Henrique Peregrino, destacou que o projeto vai além do teto físico: “Oferecer muros e teto não basta; é dar aconchego, acompanhamento em saúde, geração de renda e integração familiar.”

 

Déficit habitacional e políticas públicas

Dados do Ministério das Cidades mostram que cerca de 328 mil pessoas viviam em situação de rua em 2022. Entre 2022 e 2023, o déficit habitacional absoluto recuou de 6,21 milhões para 5,97 milhões de domicílios, uma redução de 3,8%, segundo o governo federal.

 

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento superior a R$ 300 bilhões, e projeta atingir 3 milhões de moradias até o fim de 2026 — 50% acima da meta original.

 

Para a CNBB, políticas públicas habitacionais não são concessões, mas obrigações do Estado. Dom Hoerpers enfatizou que a crise habitacional deve mobilizar toda a sociedade, com prioridade para a moradia digna nos orçamentos e agendas municipal, estadual e federal. A campanha busca, assim, integrar fé e ação social, estimulando o debate sobre habitação como elemento central da cidadania.



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