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Robôs humanoides nas empresas ampliam debate sobre segurança


Por Redação

18/02/2026  às  13:37:36 | | views 4244


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Soluções com IA prometem reduzir custos e riscos operacionais, mas exigem governança e integração segura aos sistemas corporativos


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Robôs humanoides começam a ocupar espaço fora dos laboratórios e a integrar rotinas corporativas em setores como indústria, logística, saúde e serviços. Equipados com inteligência artificial (IA), sensores e sistemas de automação inteligente, esses equipamentos são adotados com a promessa de elevar a eficiência operacional, reduzir custos e tornar processos mais previsíveis.

 

Levantamento da McKinsey & Company indica que iniciativas de Automação de Processos Inteligentes podem elevar a eficiência em até 30% e reduzir despesas operacionais em até 25%, dependendo do grau de maturidade digital da organização.

 

No Brasil, um dos exemplos dessa tendência é o robô humanoide multifuncional da fabricante chinesa Unitree Robotics, importado pela Gohobby, distribuidora de drones na América Latina. O equipamento conta com API aberta para desenvolvimento de aplicações, incluindo reconhecimento facial e de voz, o que amplia seu potencial de integração a sistemas corporativos.

 

Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, o robô pode atuar em funções como recepção, atendimento ao cliente e apoio operacional em ambientes comerciais e industriais. A mobilidade em diferentes tipos de terreno também permite aplicações em centros de distribuição, hospitais e operações de serviços.

 

Robótica e gestão de riscos

Além dos humanoides, a empresa trouxe ao país os cães-robôs GO2 e B2, também da Unitree, voltados para inspeções técnicas, monitoramento de áreas extensas e segurança patrimonial. Equipados com sensores avançados e câmeras de alta resolução, os dispositivos podem operar de forma autônoma ou por controle remoto.

 

A proposta é reduzir a exposição humana em atividades de risco, como inspeções em plataformas industriais, minas, fábricas ou áreas afetadas por desastres. Em tese, a adoção desses sistemas contribui para mitigar riscos operacionais e fortalecer práticas de segurança corporativa.

 

Desafios de segurança digital

Especialistas em segurança da informação alertam, no entanto, que a incorporação de robôs conectados à infraestrutura de TI amplia a superfície de ataque das organizações. Equipamentos com APIs abertas, sensores e conexão em rede precisam ser protegidos contra acessos não autorizados, vazamento de dados e manipulação remota.

 

A integração de robótica inteligente aos sistemas corporativos exige políticas claras de controle de acesso, segmentação de rede, atualização constante de firmware e monitoramento contínuo de vulnerabilidades. Em ambientes industriais e hospitalares, falhas de segurança podem gerar impactos não apenas financeiros, mas também operacionais e reputacionais.

 

À medida que robôs humanoides e quadrúpedes ganham espaço nas empresas, o debate deixa de se limitar à eficiência e passa a envolver governança tecnológica. A automação promete ganhos relevantes, mas sua adoção em larga escala dependerá da capacidade das organizações de equilibrar inovação com proteção de dados e resiliência cibernética.



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