Avanço da IA e da computação em nuvem amplia demanda por especialistas
Por Redação
19/01/2026 às 08:33:32 | | views 195
Empresas buscam profissionais capazes de lidar com ambientes digitais mais complexos, expostos a riscos crescentes e dependentes de atualização constante
O mercado de tecnologia inicia 2026 com um aumento consistente na demanda por profissionais qualificados em áreas ligadas à inteligência artificial, à computação em nuvem e à segurança da informação. O movimento acompanha a intensificação dos investimentos em transformação digital e a crescente exposição das empresas a riscos cibernéticos, em um cenário de operações cada vez mais automatizadas e distribuídas.
Segundo Thatyane Costa, gerente de Recrutamento e Seleção da Gateware, a expansão do uso de inteligência artificial tem impulsionado a procura por engenheiros de dados com experiência prática em automação, aprendizado de máquina e modelos de linguagem. “São profissionais que atuam em projetos complexos, lidam com grandes volumes de dados e precisam entender o impacto técnico e operacional do que desenvolvem”, afirma.
Do ponto de vista da segurança da informação, o uso crescente de IA amplia a superfície de risco, exigindo profissionais capazes de avaliar vulnerabilidades em pipelines de dados, mitigar falhas em modelos automatizados e garantir a integridade das informações utilizadas por sistemas inteligentes.
Nuvem amplia eficiência, mas exige maior controle de segurança
A consolidação da nuvem como principal ambiente de operação corporativa também contribui para a alta demanda por profissionais especializados. Plataformas como AWS, Azure e Google Cloud tornaram-se pré-requisito em áreas de infraestrutura, desenvolvimento e segurança, à medida que empresas reduzem ou eliminam ambientes físicos.
Thatyane observa que essa migração amplia a complexidade da gestão de acessos, identidades e dados sensíveis. “Quanto mais distribuído o ambiente, maior a necessidade de profissionais que entendam não só de tecnologia, mas também de governança, controle e proteção da informação”, explica. O avanço da nuvem, segundo ela, reforçou a busca por especialistas em segurança da informação, compliance e resposta a incidentes.
Aprendizado contínuo vira requisito básico
Para profissionais em início de carreira, a especialista recomenda uma aproximação gradual com áreas técnicas, priorizando experiências práticas, ainda que em projetos menores. Cursos introdutórios e acessíveis podem ajudar a testar afinidades antes de investimentos mais profundos em formação.
Segundo Thatyane, o perfil mais valorizado atualmente é o do profissional que adota uma postura de aprendizado contínuo. “O mercado muda muito rápido. Quem não acompanha perde espaço. Estar em constante atualização deixou de ser diferencial e virou condição para se manter competitivo”, afirma.
Inglês e comunicação ganham peso nos processos seletivos
A fluência em inglês aparece como um dos principais critérios de seleção, especialmente em funções ligadas à tecnologia e à segurança da informação. De acordo com a especialista, a exigência vai além da leitura técnica. “O que tem eliminado muitos candidatos é a dificuldade de se comunicar em inglês em reuniões, treinamentos e interações com equipes internacionais”, diz.
Além do idioma, a comunicação interpessoal segue como uma das soft skills mais observadas. Em ambientes de trabalho remoto ou híbrido, profissionais que não conseguem se expressar com clareza ou explicar decisões técnicas acabam sendo descartados nas fases iniciais. “Muitos têm excelente conhecimento técnico, mas não conseguem comunicar o que fizeram, como fizeram e quais resultados alcançaram”, afirma Thatyane.
Currículo, entrevista e exposição digital
Na avaliação da especialista, a forma como o profissional se apresenta continua sendo decisiva. Currículos objetivos, organizados e alinhados à vaga aumentam as chances de avançar no processo seletivo. “Quando o currículo não evidencia as competências técnicas buscadas, ele pode ser descartado logo na primeira análise”, afirma.
Falhas básicas, como arquivos sem identificação adequada ou e-mails enviados sem assunto, ainda dificultam a triagem em processos com grande volume de candidaturas. Já nas entrevistas, especialmente as remotas, aspectos como preparo prévio, clareza no raciocínio, ambiente adequado e postura profissional são determinantes.
Thatyane também chama atenção para a importância da presença digital, sobretudo em redes profissionais. Perfis bem estruturados ampliam a visibilidade, mas ela alerta para o excesso de exposição. “Postagens polêmicas, reclamações frequentes ou conteúdos fora do tom profissional podem comprometer a imagem do candidato e ter efeito contrário ao esperado”, afirma.
Em um cenário marcado pela aceleração tecnológica e pelo aumento das ameaças digitais, a segurança da informação assume papel central nas estratégias corporativas. A demanda por profissionais qualificados reflete não apenas o crescimento do setor de tecnologia, mas a necessidade crescente de proteger dados, sistemas e operações críticas em um ambiente digital cada vez mais complexo.
Atualmente, a própria Gateware conta mais de 30 vagas abertas. As posições abrangem áreas como engenharia de dados, desenvolvimento back-end e full stack, SAP, DevOps, gestão de mudanças e compliance. Os salários variam de R$ 2.500 a R$ 26 mil, conforme o nível de senioridade e a complexidade da função. A maioria das oportunidades é para trabalho remoto, com exceções presenciais ou híbridas em São Paulo, Campinas, Curitiba e Porto Alegre. As vagas estão disponíveis em: https://gateware.com.br/nossas-vagas.
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