Inadimplência fecha 2025 em patamar elevado e desafia crédito
Por Redação
16/01/2026 às 12:23:16 | | views 280
Índice registra 8,58% no ano e evidencia necessidade de políticas de crédito mais inteligentes e segmentadas, com atenção a jovens, regiões e varejo
O índice de inadimplência no Brasil apresentou fortes oscilações ao longo de 2025 e encerrou o ano em 8,58%, mantendo-se em um patamar elevado após um ciclo marcado por recuperação parcial, novo avanço e pressão contínua sobre o orçamento das famílias. É o que aponta o relatório anual do Índice de Inadimplência do Meu Crediário.
Considerando dezembro de 2024 a dezembro de 2025, a inadimplência registrou média anual de 8,42%, com variação de quase 3 pontos percentuais entre o menor índice do ano, em fevereiro (6,74%), e o pico de junho (9,70%). Apesar da leve queda em relação a novembro (8,74%), o fechamento de dezembro permanece acima do registrado em 2024 (7,72%).
“O comportamento de 2025 revela um ciclo clássico de recuperação curta seguida por nova pressão. O crédito voltou a crescer, mas sem reforço proporcional da renda e da capacidade de pagamento”, afirma Jeison Schneider, CEO do Meu Crediário.
Regiões e perfis mais vulneráveis
O Sudeste encerrou 2025 como a região mais inadimplente, com 10,46%, enquanto a Sul registrou o melhor desempenho, com 6,84%. Nordeste (9,17%), Norte (8,57%) e Centro-Oeste (8,45%) operaram em níveis intermediários, mostrando que o impacto da inadimplência varia significativamente entre regiões.
Por faixa etária, os jovens continuam mais vulneráveis: 18 a 25 anos lideraram com 15,77%, seguidos pelo grupo de 26 a 35 anos, com 11,88%. A inadimplência diminui progressivamente entre as faixas mais velhas, chegando a 5,55% entre pessoas com mais de 66 anos.
O levantamento também revelou diferença por gênero: homens apresentaram 10,43% de inadimplência em dezembro, enquanto mulheres ficaram em 8,01%.
Setores do varejo sob pressão
No varejo, categorias de consumo recorrente concentraram mais atrasos: Roupas e Calçados lideraram com 9,56%, seguidos por Óticas (8,52%). Móveis e Eletrodomésticos apresentaram menor índice, de 7,07%.
Liçõe para 2026
O fechamento de 2025 reforça a necessidade de políticas de crédito mais inteligentes e segmentadas, com análises de risco granulares, limites personalizados, monitoramento contínuo e estratégias de cobrança preventivas. O cenário aponta que o crédito em 2026 precisará ser mais dinâmico, preditivo e responsável diante de oscilações econômicas rápidas.
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