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Produção de veículos cresce, mas exportações despencam


Por Redação

15/01/2026  às  11:32:07 | | views 297


© REUTERS/Washington Alves/Proibida reprodução

Setor fecha 2025 com alta de 3,5% na produção, mas dezembro registra queda acentuada em exportações e produção, evidenciando vulnerabilidades da indústria


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A indústria automobilística brasileira encerrou 2025 com crescimento modesto na produção, mas sinais de fragilidade no setor acendem alertas para os próximos anos. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o país produziu 2,64 milhões de veículos — automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões — uma alta de 3,5% em relação a 2024.

 

Apesar do crescimento, impulsionado principalmente pelos veículos leves, especialistas apontam que o desempenho ainda ficou abaixo do potencial da indústria, limitada por gargalos na cadeia de suprimentos e incertezas econômicas. “Esperávamos mais, mas não foi um ano ruim para o setor. Ainda assim, tivemos dados positivos”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

 

As vendas internas somaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1% ante o ano anterior, enquanto as exportações registraram aumento de 32,1%, com quase 529 mil veículos embarcados. No entanto, o desempenho positivo do ano não se refletiu em dezembro, quando a indústria enfrentou forte retração.

 

No último mês do ano, os emplacamentos subiram 17,1% frente a novembro, impulsionados principalmente pelo excesso de estoques, mas ficaram 8,5% acima do mesmo período de 2024, totalizando 279,4 mil unidades. Já as exportações despencaram 47,7% na comparação mensal e 38,1% em relação a dezembro de 2024, com apenas 18,7 mil unidades enviadas ao exterior — o pior resultado desde abril de 2020.

 

A produção também recuou: 184 mil veículos saíram das fábricas, queda de 15,8% em relação a novembro e de 3,9% ante dezembro de 2024. O cenário evidencia a vulnerabilidade do setor a oscilações de demanda, estoques elevados e desafios no comércio internacional.

 

Analistas do mercado apontam que, apesar do crescimento anual, a indústria brasileira ainda precisa enfrentar questões estruturais, como a dependência de peças importadas, a competitividade com mercados estrangeiros e o impacto da transição para veículos elétricos e híbridos. Sem avanços nessas frentes, o setor corre o risco de manter um desempenho desigual, mesmo diante de números aparentemente positivos.



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