BC liquida Reag após suspeitas de fraudes no Banco Master
Por Redação
15/01/2026 às 10:35:49 | | views 257
Medida atinge empresa e fundador; PF cumpriu mandados de busca e apreensão
O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, envolvida em suspeitas de fraudes associadas ao Banco Master. A decisão segue investigações que apontam graves irregularidades na gestão de fundos de investimento administrados pela empresa.
A Reag, com sede em São Paulo, e seu fundador e ex-CEO, João Carlos Mansur, foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (14), como parte da segunda fase da Operação Compliance Zero.
Em nota, o BC afirmou que a liquidação foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)” e ressaltou que “continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades nos termos legais”. Com a medida, os bens dos controladores e ex-administradores da Reag ficam indisponíveis, evitando a dilapidação do patrimônio.
A Reag investia majoritariamente em cerca de 90 fundos de investimento, concentrando recursos de diversos investidores. Com a liquidação, os fundos continuam existindo, mas precisarão de uma nova gestora para administrar os recursos.
As investigações indicam que a empresa teria atuado em uma ciranda financeira, movimentando depósitos e retiradas entre os fundos para ocultar o beneficiário final dos recursos, relacionados ao Banco Master. Os prejuízos investigados podem superar R$ 11 bilhões, envolvendo suposto desvio de recursos do SFN para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e familiares.
O caso foi inicialmente investigado na primeira instância da Justiça Federal, mas foi elevado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O relator é o ministro Dias Toffoli, que autorizou as diligências recentes. Toffoli, porém, foi alvo de questionamentos por ter viajado em um avião particular com um advogado que atua no caso, pouco antes de decretar sigilo sobre o processo.
Além do STF, o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha o caso e pode realizar inspeção sobre os procedimentos que levaram à liquidação da Reag e do Banco Master, reforçando o escrutínio sobre a atuação do BC e as medidas de controle do sistema financeiro.
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