Mercosul e União Europeia: acordo deve vigorar no 2º semestre
Por Redação
15/01/2026 às 09:45:48 | | views 218
Vice-presidente afirma que tratado histórico, envolvendo 720 milhões de pessoas, poderá reduzir tarifas e ampliar comércio entre os blocos
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre de 2026, afirmou nesta quinta-feira (15) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, o tratado será assinado oficialmente no próximo sábado (17).
“Um acordo que, há 25 anos, era trabalhado, mas nunca saía. Finalmente será assinado no sábado”, declarou Alckmin durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O vice-presidente explicou que, após a assinatura, o Parlamento Europeu precisará aprovar o tratado, e o Brasil deverá internalizar o acordo por meio de lei nacional. “Esperamos aprovar a lei ainda neste primeiro semestre e, no segundo semestre, o acordo entrará em vigor”, disse.
O tratado, segundo Alckmin, envolve 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em economia. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, recentemente, Bolívia, enquanto a UE reúne 27 países. O acordo prevê eliminação gradual de tarifas e estabelece regras para o comércio, com expectativa de aumentar as exportações brasileiras para o bloco europeu e ampliar a importação de produtos europeus.
“O comércio exterior hoje é emprego na veia. Existem empresas que dependem da exportação para se manterem; o mercado interno sozinho não é suficiente”, afirmou o ministro, destacando o potencial impacto positivo do acordo sobre a competitividade e o acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos.
Alckmin também avaliou o tratado como um exemplo de multilateralismo em um contexto global marcado por instabilidade política, conflitos e políticas protecionistas. “Mostra que é possível, por meio do diálogo e da negociação, fortalecer o comércio internacional e o livre comércio”, concluiu.
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