Seguros de automóveis e motos fecham 2025 em queda, com trajetórias distintas
Por Redação
14/01/2026 às 10:35:29 | | views 323
IPSA e IPSM recuam 0,8 ponto percentual em 12 meses; seguro auto desacelera ao longo do ano, enquanto motos ajustam preços no segundo semestre
Os preços dos seguros de automóveis e motocicletas encerraram 2025 em queda, atingindo os menores patamares do ano, segundo o Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA) e de Moto (IPSM), elaborado pela TEx, unidade da Serasa Experian.
No acumulado de 12 meses, o IPSA recuou de 5,4% para 4,6%, enquanto o IPSM passou de 9,9% para 9,1%. Apesar de ambos os índices terem registrado queda de 0,8 ponto percentual, a redução impactou de forma diferente cada segmento, com ajuste mais intenso no seguro de automóveis.
Ao longo do ano, o IPSA manteve relativa estabilidade no primeiro semestre e iniciou uma desaceleração mais clara no segundo semestre. O último trimestre registrou recuos consecutivos de 4,9% em outubro, 4,8% em novembro e 4,6% em dezembro, quebrando o padrão sazonal de alta observado em anos anteriores. Já o IPSM apresentou comportamento mais cíclico: após queda no início de 2025, acelerou até 10,1% em julho e iniciou correção concentrada no segundo semestre, fechando dezembro em 9,1%.
Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, os dados refletem ritmos diferentes entre os mercados. “O seguro de automóveis mostrou acomodação gradual e maior previsibilidade ao longo do ano. Já o seguro de motos seguiu mais pressionado, com maior volatilidade e ajuste mais evidente apenas na segunda metade do ano”, afirma.
Perfil do segurado e características dos veículos
O tipo de contratação segue influenciando os preços. Seguros novos apresentaram os maiores índices, enquanto renovações com a mesma corretora registraram valores menores.
Diferenças por gênero e estado civil também se mantêm. No seguro de automóveis, homens fecharam o ano com 4,7% e mulheres com 4,3%. No segmento de motos, os índices foram de 9,2% e 8,7%, respectivamente. Solteiros registraram os valores mais altos, com 5,8% no IPSA e 10,6% no IPSM entre homens, e 5,4% e 9,3% entre mulheres.
A localização geográfica influenciou significativamente os preços. Em dezembro, a região metropolitana do Rio de Janeiro apresentou os maiores índices do país: 6,4% no seguro de automóveis e 12,7% no seguro de motos. Em contrapartida, Curitiba registrou os menores percentuais, com 3,0% e 8,1%, respectivamente.
Entre as características dos veículos, carros com 6 a 10 anos tiveram índice de 6,7%, mais que o dobro dos veículos zero quilômetro (2,9%). Por faixa de valor FIPE, veículos acima de R$ 150 mil fecharam dezembro com 2,7%, enquanto modelos entre R$ 31 mil e R$ 50 mil atingiram 8,3%. Híbridos mantiveram os menores índices (2,8%), e veículos elétricos apresentaram maior volatilidade, fechando o mês em 4,8%.
Para Zanatto, encerrar o ano em patamares mais baixos sinaliza condições mais estáveis para o mercado. “Fechar 2025 no menor nível da série recente cria uma base mais saudável para o planejamento de 2026, especialmente no seguro de automóveis, que apresentou trajetória de ajuste consistente”, conclui.
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