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Bossa Invest aplica R$ 16 milhões em startups de IA


Por Redação

06/01/2026  às  08:10:58 | | views 296



Investimentos internacionais valorizam empresas brasileiras que usam inteligência artificial para eficiência e impacto em larga escala


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A inteligência artificial consolidou-se como o principal vetor de inovação e atração de capital no ecossistema brasileiro de startups em 2025, movimento que tem reposicionado investidores nacionais e internacionais. Nesse cenário, a Bossa Invest já destinou R$ 16 milhões a empresas que utilizam IA como base de seus modelos de negócio, ampliando sua presença em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.

 

Dados do setor indicam que startups brasileiras que aplicam inteligência artificial em áreas como automação, análise de dados, crédito, segurança e operações críticas receberam cerca de US$ 1,25 bilhão em investimentos em 2025, volume que supera mais da metade de todo o capital aportado ao longo de 2024. Paralelamente, a adoção corporativa avançou de forma significativa: mais de 70% das empresas brasileiras de médio e grande porte já utilizam algum nível de IA em processos internos, segundo estimativas do mercado.

 

O crescimento é impulsionado por projetos de pesquisa e desenvolvimento em grandes companhias, pela maior demanda por profissionais de ciência de dados e machine learning e pela necessidade de automatizar operações antes dependentes de estruturas caras e pouco escaláveis. Esse conjunto de fatores coloca o Brasil entre os poucos mercados emergentes onde a inteligência artificial já movimenta volumes relevantes de investimento e se consolida como pilar estratégico para modelos de negócio de impacto.

 

Na Bossa Invest, 12,73% do portfólio está atualmente concentrado em startups que utilizam IA em seus produtos e serviços. Para o CEO da gestora, Paulo Tomazela, o movimento reflete uma mudança estrutural na lógica de alocação de capital. “A inteligência artificial deixou de ser um diferencial e passou a ser um pilar estratégico para resolver problemas estruturais em escala. Investidores globais buscam no Brasil startups capazes de escalar rapidamente, sustentar modelos baseados em dados e reduzir ineficiências históricas em setores como finanças, saúde, agricultura e logística”, afirma.

 

Fundos internacionais têm direcionado recursos especialmente para empresas que utilizam IA com impacto direto em áreas essenciais, como inclusão financeira, combate a fraudes, otimização logística, diagnóstico médico assistido e agricultura de precisão. Startups que combinam domínio técnico com capacidade de escalar soluções em um país de dimensões continentais têm atraído as maiores rodadas e entrado nas principais teses de investimento para 2026.

 

A expectativa de analistas é que a inteligência artificial também transforme a estrutura das grandes empresas brasileiras nos próximos anos, com a incorporação de modelos generativos, automação preditiva e sistemas inteligentes em operações antes majoritariamente manuais. O avanço tende a ampliar parcerias entre corporações e scale-ups e a aumentar a demanda por governança, segurança e eficiência operacional.

 

Setores como saúde, energia, finanças e agronegócio devem liderar a adoção dessas tecnologias e concentrar parte relevante do capital estrangeiro voltado ao Brasil em 2026. “O país reúne mercado, talento e demanda para se tornar um dos polos globais de inteligência artificial aplicada. Os negócios mais competitivos nascerão orientados por dados e eficiência”, conclui Tomazela.



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