Vaqueiro do Ibama é morto em operação de retirada de invasores em terra indígena no Pará
Por Redação
16/12/2025 às 08:26:04 | | views 4840
Crime ocorreu durante ação de desintrusão determinada pelo STF na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu
Um vaqueiro contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi assassinado durante uma operação de desintrusão na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, no sul do Pará, nesta segunda-feira (15). A ação integra o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada de invasores da área.
Segundo informações preliminares, o trabalhador participava da condução de cerca de 350 cabeças de gado retiradas ilegalmente da terra indígena quando foi surpreendido por uma emboscada. O grupo avançava por um ramal estreito na mata em direção a um curral, ponto de apoio da operação, quando o vaqueiro foi atingido por um disparo no pescoço e morreu no local.
A emboscada ocorreu no momento em que equipes de órgãos federais e estaduais atuavam de forma conjunta na região, considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia Legal devido à presença de grileiros e à criação ilegal de gado. A operação tem como objetivo desocupar áreas invadidas e conter crimes ambientais associados ao desmatamento e à ocupação irregular.
No local, atuam ao menos 12 policiais militares e quatro policiais civis. A Polícia Federal reforçou o efetivo na Terra Indígena Apyterewa com o envio de agentes para apoiar as investigações e garantir a segurança das equipes envolvidas na operação.
A Terra Indígena Apyterewa tem sido alvo recorrente de ações de fiscalização ambiental e de conflitos fundiários. A decisão do STF determinou a retirada de não indígenas da área, diante do avanço do desmatamento, da pecuária ilegal e das ameaças à integridade dos povos indígenas e dos agentes públicos responsáveis pela fiscalização ambiental.
O assassinato amplia o alerta sobre os riscos enfrentados por trabalhadores e agentes do Estado em operações de proteção ambiental e territorial na Amazônia. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao crime.
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