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Desemprego cai, mas informalidade ainda domina mercado


Por Redação

28/11/2025  às  10:39:12 | | views 4051


@arquivo/depositphotos

Recordes de carteira assinada e renda mascaram a realidade de trabalhadores precários e apps de delivery, que escapam das estatísticas oficiais


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O Brasil registrou 5,4% de desemprego no trimestre encerrado em outubro, o menor índice desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores com carteira assinada e a massa salarial atingiram recordes. Mas os números oficiais escondem uma realidade mais complexa: muitos brasileiros deixaram de procurar emprego formal ou migraram para trabalhos informais, temporários ou em plataformas de aplicativo, que não são plenamente capturados pelas estatísticas.

 

O total de ocupados chegou a 102,5 milhões, com 39,18 milhões com carteira assinada. A massa salarial cresceu 5% em um ano, atingindo R$ 357,3 bilhões. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, isso estimula o consumo, mesmo diante da Selic em 15% ao ano — o maior patamar desde 2006 — e da inflação persistente.

 

Porém, muitos trabalhadores continuam à margem. Motoristas e entregadores de apps, vendedores ambulantes, trabalhadores clandestinos em vagões trens e ônibus, além de pequenos prestadores de serviços formam um contingente expressivo que não aparece nas estatísticas de ocupação formal. Esses empregos oferecem renda irregular e sem proteção social, e muitos acabam contabilizados como “ocupados” sem refletir segurança ou estabilidade.

 

O crescimento da carteira assinada e da massa salarial é real, mas parcial. O mercado de trabalho brasileiro vive uma dualidade: uma camada formal com bons indicadores, e uma parcela significativa de trabalhadores precários, cuja situação econômica e social ainda exige políticas públicas e proteção efetiva.

 

Enquanto o Brasil celebra recordes, a informalidade e o trabalho em plataformas apontam que a recuperação do emprego ainda é desigual e frágil.



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