• PUBLICIDADE

Contas externas do Brasil registram déficit de US$ 5,1 bi


Por Redação

25/11/2025  às  15:21:49 | | views 3933


© Marcello Casal Jr/ABr

Gestão ineficiente: dependência de capitais estrangeiros evidencia fragilidade da economia e riscos para o país!


Ouça esta reportagem

As contas externas do Brasil fecharam outubro com saldo negativo de US$ 5,121 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pelo Banco Central (BC). Apesar de o resultado ser menor que o déficit de US$ 7,387 bilhões registrado em igual período de 2024, especialistas apontam que o país segue vulnerável à volatilidade externa e à dependência de investimentos estrangeiros para financiar seu déficit.

 

Nos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes atingiu US$ 76,727 bilhões, ou 3,48% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,57% do PIB em outubro de 2024, sinalizando piora na trajetória das contas externas. O aumento do déficit, segundo analistas, reflete a incapacidade do governo de conter o envio de lucros e dividendos ao exterior, ao mesmo tempo em que os gastos com serviços, principalmente telecomunicações, plataformas digitais e viagens internacionais, seguem elevados.

 

Enquanto isso, o superávit comercial teve leve melhora, atingindo US$ 6,170 bilhões em outubro, puxado pelas exportações de bens, que somaram US$ 32,111 bilhões, alta de 8,9% em relação a 2024. Porém, o resultado positivo da balança de mercadorias é insuficiente para compensar o aumento de 12,7% no déficit de renda primária, que contabiliza lucros e dividendos remetidos ao exterior.

 

A situação evidencia a dependência do Brasil de capital externo. Em outubro, os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,937 bilhões, frente a US$ 6,698 bilhões em 2024, financiando o déficit. Embora o IDP seja considerado investimento de longo prazo e aplicado no setor produtivo, a necessidade de recorrer a esses recursos evidencia fragilidade estrutural da economia brasileira.

 

Além disso, as despesas líquidas com serviços de telecomunicação e propriedade intelectual dispararam, com alta de 142% e 35,6%, respectivamente, enquanto o déficit em viagens internacionais subiu 14,5%, refletindo a perda de competitividade do país e o aumento da saída de recursos para o exterior.

 

O crescimento do déficit em transações correntes e a dependência de capitais estrangeiros indicam que, apesar do discurso de estabilidade, a política econômica do governo não tem conseguido conter a deterioração da balança de pagamentos. Para analistas, o cenário exige medidas estruturais que reduzam a vulnerabilidade externa e fortaleçam a economia doméstica, sob risco de o país se tornar cada vez mais dependente de recursos externos para sustentar seu funcionamento.



Comentários desta notícia 0



Comentários - ver todos os comentários


Seja o primeiro a comentar!

© Copyright 2002-2019 SEGNEWS - Todos os direitos reservados - É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Rede SegComunicação. SEGNEWS e SEGWEB são marcas da BBVV Editora Ltda, devidamente registradas pelas normas do INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial.