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Trump assina lei para liberar arquivos sobre Jeffrey Epstein


Por Redação

20/11/2025  às  11:36:05 | | views 3811


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Documentos prometem detalhar investigações do agressor sexual e podem afetar figuras políticas


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (20) um projeto de lei que determina a divulgação pelo Departamento de Justiça (DOJ) de documentos relacionados às investigações sobre Jeffrey Epstein, condenado por prostituição infantil em 2008. A assinatura foi celebrada pelo próprio Trump em postagem na rede social Truth Social.

 

Segundo o presidente, a divulgação ajudará a expor “a verdade sobre certos democratas e suas associações com Jeffrey Epstein”. Até recentemente, Trump havia se oposto à liberação dos documentos, alertando que a medida poderia criar um precedente prejudicial à presidência. Mas a pressão bipartidária no Congresso levou à sua mudança de posição.

 

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que o DOJ deve divulgar os arquivos dentro de 30 dias, conforme exigido pela legislação aprovada na terça-feira pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, ambos controlados por republicanos. Ela ressaltou que a divulgação seguirá a lei, mas protegerá informações pessoais de vítimas e material que possa comprometer investigações em andamento.

 

Contexto político e repercussão

O escândalo Epstein tem sido um ponto delicado para Trump, especialmente porque ele próprio se envolveu em discussões públicas sobre suas conexões com o empresário, e muitos de seus eleitores acreditam em teorias de conspiração sobre o caso. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, apenas 20% dos norte-americanos aprovam a forma como Trump lidou com Epstein, incluindo 44% dos republicanos. Cerca de 70% dos entrevistados acreditam que o governo esconde informações sobre clientes do magnata.

 

Na semana passada, Trump ordenou investigações sobre várias figuras democratas associadas a Epstein, embora não esteja claro se informações relacionadas a essas pessoas serão divulgadas. Autoridades do DOJ frequentemente retêm dados para proteger investigações ativas.

 

Tribunais norte-americanos já haviam rejeitado pedidos do Departamento de Justiça de Trump para liberar transcrições de procedimentos perante grandes júris que investigaram Epstein e sua ex-associada Ghislaine Maxwell, atualmente cumprindo 20 anos de prisão por facilitar abusos sexuais cometidos por Epstein contra menores.

 

A divulgação dos documentos pode trazer mais detalhes sobre a rede de contatos de Epstein, incluindo figuras políticas, empresários e celebridades que socializaram com ele antes de sua primeira condenação. (Com Agências Internacionais)



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