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Demanda por segurança acelera corrida por IA nas centrais de monitoramento


Por Redação

19/11/2025  às  09:34:00 | | views 4049


@ Vladimír Stránský

Setor cresce impulsionado por sensores inteligentes e análise automatizada, que reduzem falsos alarmes e custos operacionais.


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A crescente percepção de insegurança no país e a rápida expansão das tecnologias conectadas estão redesenhando o mercado brasileiro de segurança eletrônica. Entre maio e setembro de 2025, a procura por serviços de proteção aumentou 26,25%, segundo levantamento do GetNinjas — um movimento impulsionado tanto pela alta da criminalidade quanto pela demanda por monitoramento remoto mais inteligente e eficiente.

 

O setor deixou de depender apenas da captura de imagens e avança para modelos baseados em análise automatizada de eventos. A inteligência artificial, antes restrita a aplicações de nicho, tornou-se peça central na redução de falsos alarmes, no corte de custos operacionais e no ganho de precisão das centrais de monitoramento.

 

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o segmento movimentou R$ 14 bilhões em 2024, alta de 16,1%. A expectativa é de um crescimento ainda mais expressivo — 23,7% — em 2025, acompanhando a expansão da digitalização e a consolidação de plataformas baseadas em dados. Hoje, 64% dos dispositivos de segurança no país já operam com algum nível de inteligência artificial embarcada.

 

O avanço é impulsionado também pelo ecossistema de dispositivos inteligentes, como câmeras, sensores e soluções IoT, que deve movimentar R$ 5 bilhões no Brasil até o fim de 2025, segundo a IDC Brasil. Entre as empresas que surfam essa onda está a Octos, desenvolvedora de uma plataforma de IA em nuvem voltada para o setor de monitoramento. A solução aplica deep learning aos sistemas já existentes, ampliando a capacidade de detectar invasões, perambulações, sabotagens e adulterações de câmeras com índices de assertividade superiores a 90%.

 

Para Lucas Cinelli, CEO e cofundador da Octos, o setor vive uma mudança estrutural. “A inteligência artificial está transformando o papel das centrais de monitoramento. Enquanto os algoritmos filtram e analisam eventos em tempo real, as equipes humanas passam a se concentrar apenas no que importa: ocorrências reais. É uma virada de chave que torna o setor mais eficiente e previsível”, afirma.

 

Cinelli explica que a automação também reposiciona o operador de vídeo, que deixa de atuar apenas como observador e passa a interpretar dados e tomar decisões estratégicas. “A redução de falsos alarmes melhora o tempo de resposta, diminui custos e fortalece a rentabilidade das centrais. Para clientes corporativos e residenciais, isso representa mais segurança e menos ruído operacional”, completa.

 

Com o aumento da criminalidade, a maior maturidade das empresas e a pressão por eficiência, o mercado de segurança eletrônica segue em aceleração. O consenso entre especialistas é que a próxima etapa será a consolidação de modelos híbridos, nos quais IA, automação e análise preditiva se tornem o padrão das operações — e não mais um diferencial tecnológico.



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