Cibersegurança lidera demanda por tecnologia no Centro-Oeste
Por Redação
19/11/2025 às 09:17:34 | | views 4047
Agronegócio e indústria farmacêutica impulsionam demanda, enquanto setor público mantém ritmo mais cauteloso
O mercado de tecnologia no Centro-Oeste segue avançando em um cenário que combina expansão e cautela. É o que aponta a Adistec, distribuidora global de soluções corporativas, ao avaliar a demanda da região — que inclui também o Tocantins — entre setor público, agronegócio e indústria farmacêutica.
Segundo Kleber Figueira, gerente de Canais da Adistec para o Centro-Oeste, o setor público continua sendo o principal motor dos investimentos, embora trabalhe sob restrições orçamentárias. “Mesmo com recursos mais limitados, a tecnologia segue indispensável para garantir operação e segurança de dados”, afirma.
Enquanto isso, Mato Grosso e Goiás puxam a digitalização no agronegócio e na indústria farmacêutica, segmentos que vêm ampliando suas estruturas de TI e fortalecendo iniciativas de segurança cibernética. A busca por infraestrutura, virtualização e proteção contra ataques cresce entre empresas públicas e privadas, impulsionada pela escalada de incidentes digitais no país.
Para Figueira, essa evolução também está associada à maturidade dos parceiros locais. “As revendas e integradores entendem cada vez mais que proteger dados é proteger o negócio. A segurança passou a ocupar o centro da estratégia”, destaca.
O relacionamento estreito com os canais é apontado como um diferencial da operação regional da Adistec. A empresa tem investido em ações presenciais, como o roadshow realizado em Brasília, em setembro, para aproximar parceiros e promover troca de experiências técnicas e comerciais. “Quando há confiança e diálogo, a resposta às demandas locais é muito mais rápida”, afirma o executivo.
Apesar da concorrência acirrada e dos limites de orçamento no setor público, a avaliação da Adistec é de que o Centro-Oeste vive uma fase consistente de consolidação tecnológica. A expansão do agronegócio digital, o avanço da indústria farmacêutica e o fortalecimento de soluções de cibersegurança configuram um ambiente favorável para novos projetos.
“O potencial de crescimento é grande. A região tem espaço para investir em inovação, eficiência e segurança — pilares que devem orientar o mercado nos próximos anos”, conclui Figueira.
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