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Aeroportos mais digitais mudam comportamento de viajantes


Por Redação

23/07/2025  às  15:13:18 | | views 3834


@AMB Com

Estudo global mostra que passageiros brasileiros estão entre os que mais valorizam soluções como biometria, fast track e embarque digital


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A digitalização da experiência nos aeroportos está mudando o comportamento dos viajantes em todo o mundo — e o Brasil desponta como um dos líderes nesse processo. É o que mostra o relatório global Tomorrow’s Journey: Smarter, Faster, Connected, realizado pela SITA em parceria com o programa Priority Pass, que integra o grupo Collinson.

 

O levantamento ouviu consumidores em mais de 20 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Japão, e revelou que tecnologias como biometria, corredores de fast track, embarque digital e aplicativos de bordo estão não apenas acelerando processos, mas também influenciando a forma como os passageiros interagem com os aeroportos.

 

Segundo os dados, 86% dos brasileiros consideram o fast track e o embarque digital como recursos prioritários, frente à média global de 73%. Além disso, 78% aprovam o uso de tecnologias como e-gates e reconhecimento facial no embarque, também acima da média mundial (68%).

 

Mais tempo livre e novas formas de consumo

Para 45% dos entrevistados no mundo, as inovações tecnológicas já permitem economia de 10 a 30 minutos por viagem — e 20% relatam ganho de até uma hora. Esse tempo adicional impacta diretamente o comportamento dos viajantes: 60% afirmam que, com menos filas e mais previsibilidade, estão mais dispostos a consumir dentro dos aeroportos, seja em restaurantes (55%), lojas (46%) ou salas VIP (37%).

 

No Brasil, a tendência é ainda mais acentuada. A redução no estresse e a maior previsibilidade da jornada elevam a busca por experiências personalizadas e premium. Entre os viajantes brasileiros, 84% valorizam painéis digitais com informações em tempo real, e 81% citam os scanners automatizados de segurança como um avanço importante. O acesso a salas VIP por meio de cartões de crédito também foi mencionado como um diferencial por 78% dos entrevistados.

 

Equilíbrio entre tecnologia e atendimento humano

Apesar da adesão crescente às soluções digitais, a pesquisa mostra que a presença humana ainda desempenha papel relevante. Cerca de 34% dos viajantes globais preferem atendimento presencial em situações como controle de imigração, achados e perdidos ou esclarecimentos gerais.

 

Segundo o estudo, o equilíbrio ideal combina automação para eliminar fricções operacionais com a oferta de atendimento humano em momentos-chave, criando um ambiente funcional, mas também acolhedor.

 

Espaços VIP deixam de ser exclusividade

As salas VIP também vêm ganhando novos contornos. No Brasil, 73% dos viajantes já utilizaram esse tipo de serviço pelo menos uma vez. As expectativas, no entanto, foram além do conforto tradicional: os passageiros agora esperam experiências mais completas, com gastronomia local, áreas de descanso, estações de trabalho, entretenimento e facilidades acessíveis via aplicativo.

 

Programas como o Priority Pass têm adaptado seus serviços a essa nova demanda, oferecendo não apenas lounges, mas também spas, salas de jogos, cabines de descanso e serviços de bem-estar em mais de 1.700 locais, distribuídos em 725 aeroportos ao redor do mundo.

 

Oportunidades para o mercado

A pesquisa indica que a transformação dos aeroportos em espaços inteligentes também abre oportunidades para empresas de setores como varejo, turismo, tecnologia e finanças. A digitalização redefine a percepção de tempo do consumidor, que passa a estar mais aberto à interação com marcas enquanto aguarda seu embarque.

 

Com índices de aceitação superiores à média global, o Brasil se posiciona na vanguarda desse movimento. Para especialistas do setor, entender esse novo perfil de viajante e oferecer valor em tempo real será essencial para empresas que queiram se destacar na chamada jornada do futuro.



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