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Exportações de defesa somam US$ 1,31 bi no 1º semestre


Por Redação

17/07/2025  às  08:36:16 | | views 3832


© REUTERS/China Daily/Proibida reprodução

Com presença em 140 países, indústria busca maior autonomia tecnológica para impulsionar competitividade


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As exportações brasileiras de produtos e serviços de defesa somaram US$ 1,31 bilhão entre janeiro e junho de 2025. O valor representa 73,6% do total exportado em 2024, quando o setor alcançou um recorde histórico de US$ 1,78 bilhão — o melhor desempenho da última década.

 

Segundo dados do Ministério da Defesa, a indústria nacional de defesa mantém relações comerciais com cerca de 140 países, distribuídos por todos os continentes. Somente o segmento de aeronaves, peças e partes corresponde a 34% do total exportado.

 

O setor, que atualmente representa 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB), gera aproximadamente 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos no país. Para autoridades da área, os resultados reforçam a consolidação de uma base industrial de defesa sólida e com potencial crescente no comércio internacional.

 

Competitividade e apoio à indústria nacional

O secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, atribui o desempenho à crescente competitividade da indústria nacional e ao apoio institucional oferecido pelo governo. Segundo ele, o ministério tem atuado para fortalecer a autonomia tecnológica, ampliar o acesso a financiamentos e seguros, além de promover ações de divulgação comercial dos produtos nacionais.

 

“Desempenhamos um papel fundamental no auxílio às exportações de produtos de defesa, abrangendo desde o desenvolvimento tecnológico até o apoio comercial e logístico”, afirmou Rodrigues.

 

Aposta em autonomia tecnológica

A estratégia de crescimento passa também pelo avanço no domínio de tecnologias críticas. Atualmente, o Brasil detém 42% de domínio em tecnologias como radares, satélites e foguetes, utilizadas em projetos estratégicos das Forças Armadas. A meta é elevar esse índice para 55% em 2026 e 75% até 2033, conforme anunciado pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, durante o lançamento da Missão 6 do Programa Nova Indústria Brasil (NIB).

 

Segundo o governo, essa autossuficiência tecnológica pode ampliar ainda mais o potencial de exportação e reduzir a dependência externa em áreas sensíveis.

 

“As empresas brasileiras já possuem capacidade instalada significativa e são reconhecidas globalmente pela qualidade de seus produtos. Com maior domínio tecnológico, o setor tende a crescer de forma sustentável”, destacou Heraldo Luiz Rodrigues.

 

Base Industrial de Defesa em expansão

Atualmente, a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira conta com 283 empresas e um portfólio de 2.064 produtos cadastrados no Ministério da Defesa. Entre os principais itens estão aeronaves, embarcações, armamentos, sistemas cibernéticos de proteção de dados, radares e soluções de comunicação segura.

 

O crescimento do setor e o fortalecimento da BID são considerados estratégicos não apenas para a soberania nacional, mas também como vetor de desenvolvimento econômico, inovação e geração de empregos qualificados no Brasil.



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