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Crescimento econômico lento mantém incertezas no país


Por Redação

16/06/2025  às  11:41:44 | | views 3836


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Atividade econômica apresenta crescimento, mas juros altos e inflação freiam recuperação sólida do país


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Apesar da alta de 0,2% na atividade econômica em abril, o desempenho do Brasil ainda revela uma recuperação lenta e frágil, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) acumulou crescimento de 4% nos últimos 12 meses, mas os números ainda não indicam uma retomada vigorosa capaz de enfrentar os desafios estruturais do país.

 

O índice, que serve como termômetro da economia e influencia a política monetária, sinaliza um cenário de expansão moderada, mas insuficiente para acelerar o ritmo de geração de empregos e renda. O crescimento anualizado de 2,5% na comparação com abril do ano passado parece pouco diante da necessidade de avanços concretos para superar desigualdades e baixos investimentos em setores essenciais.

 

Ao mesmo tempo, o Banco Central mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 14,75% ao ano — um patamar elevado que, embora vise conter a inflação, também dificulta o acesso ao crédito e freia o consumo e os investimentos. A política monetária rígida vem sendo adotada em meio a um cenário global incerto, mas seus efeitos colaterais sobre a economia real ainda são motivo de preocupação para especialistas e agentes econômicos.

 

A inflação em maio registrou desaceleração, fechando em 0,26%, mas ainda acumula 5,32% em 12 meses, pressionada pelos aumentos nos preços da habitação e da energia elétrica. Esse quadro reforça a complexidade do desafio do BC: controlar a alta dos preços sem prejudicar ainda mais a recuperação econômica.

 

O Produto Interno Bruto (PIB), indicador oficial do IBGE, apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025, puxado principalmente pela agropecuária. Embora o país registre quatro anos consecutivos de expansão, com alta de 3,4% em 2024, o ritmo é considerado insuficiente para resolver problemas crônicos, como baixo investimento em infraestrutura, desigualdade social e desemprego estrutural.

 

O ambiente de incertezas, somado à política monetária restritiva, aponta para um crescimento econômico ainda contido, que deve exigir soluções mais amplas do governo para garantir desenvolvimento sustentável e inclusão social.



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