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Startup levanta US$ 2,5 mi e mira IA no agronegócio


Por Redação

23/05/2025  às  09:11:15 | | views 3811


@divulgação/Calice
Pablo Romero, sócio fundador da agtech

Calice, com operações na Argentina e EUA, prepara nova versão de sua plataforma de análise de dados NODES™ para acelerar inovação no agro brasileiro


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A agtech Calice, especializada em soluções baseadas em inteligência artificial para o setor agropecuário, anunciou a captação de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 14,2 milhões) em rodada de investimentos liderada pela europeia Astanor Ventures. A empresa, que tem atuação consolidada na Argentina e nos Estados Unidos, chegou ao Brasil no início de 2024 e prepara o lançamento da nova versão da plataforma NODES™, voltada à análise avançada de dados em ensaios de campo.

 

A solução tecnológica da Calice permite digitalizar dados agronômicos e biológicos, aplicando modelos preditivos para otimizar programas de pesquisa e desenvolvimento, além de testes de posicionamento de produtos. A promessa é aumentar a eficiência, reduzir custos e minimizar impactos ambientais — fatores cada vez mais relevantes para a segurança alimentar e a sustentabilidade do agronegócio.

 

Segundo Pablo Romero, sócio-fundador da agtech, o novo aporte acelera os planos de expansão, especialmente no mercado brasileiro. “Com o apoio da Astanor, estamos prontos para escalar nossa plataforma NODES™, principalmente no Brasil. O país é uma potência agrícola e tecnológica, com enorme potencial de liderança global”, afirmou.

 

Além da Astanor, participaram da rodada os fundos Draper Cygnus, Xperiment Ventures, AIR Capital, Innventure e GrainCorp Ventures. Inicialmente, o foco da Calice no Brasil será o modelo B2B, com soluções voltadas para empresas de sementes, biológicos e o setor agroalimentício.

 

Conexão com o agro brasileiro

Para se aproximar do mercado nacional, executivos da Calice participaram recentemente de dois dos principais eventos do setor: o Web Summit Rio, voltado à inovação e tecnologia, e a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, em Ribeirão Preto (SP).

 

“A participação nesses eventos foi estratégica para entender as necessidades locais. Nosso objetivo é adaptar e desenvolver tecnologias que atendam diretamente às demandas da cadeia produtiva brasileira”, afirmou Romero.

 

Mauricio Varela, engenheiro agrônomo e diretor da Calice no Brasil, reforça o papel da inteligência artificial na transformação do setor. “Estamos apenas começando. A IA tem potencial para revolucionar os ensaios no campo e levar a agricultura brasileira a um novo patamar de produtividade e sustentabilidade”, disse.

 

Tecnologia e segurança no campo

A nova versão da plataforma NODES™, prevista para ser lançada em junho, trará melhorias voltadas à análise de dados na área de desenvolvimento de produtos, com aplicações também para equipes comerciais e de melhoramento genético. Segundo a empresa, a ferramenta será capaz de apoiar qualquer tipo de agroindústria na tomada de decisões mais seguras e baseadas em dados.

 

Com o investimento recente e o avanço da plataforma, a Calice busca posicionar-se como aliada estratégica da inovação e da segurança produtiva no campo. Em um cenário global de desafios climáticos e pressão por eficiência, a integração de inteligência artificial ao agronegócio é vista como um passo crucial para garantir competitividade e sustentabilidade no setor.



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