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IA já é usada por 94% dos bancos no atendimento ao cliente


Por Redação

22/05/2025  às  09:30:39 | | views 3812


@Sadi Hockmuller

Setor bancário brasileiro aposta na IA generativa para ganhos de eficiência, automação e personalização dos serviços


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Uma nova edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 revelou que a Inteligência Artificial (IA) já está presente em 94% dos bancos brasileiros no atendimento ao cliente. O estudo aponta ainda que 74% das instituições financeiras relatam ganhos diretos em eficiência operacional e redução de custos com a adoção da tecnologia. Além disso, 60% já utilizam IA em áreas como análise de crédito e operações de backoffice.

 

O avanço mais recente nesse cenário é o uso da Inteligência Artificial Generativa (GenAI), tecnologia que vem ampliando o potencial de automação e personalização nos serviços bancários. A GenAI está sendo aplicada em tarefas como geração de scripts de testes, suporte à decisão de crédito e análise em tempo real de grandes volumes de dados, promovendo um salto qualitativo em agilidade e sofisticação.

 

Educação, governança e experimentação ainda são desafios

Apesar da ampla adoção, 88% dos bancos afirmam priorizar a educação interna e a governança de dados como pontos críticos para o uso seguro da IA. Outro dado relevante é que 65% das instituições ainda se encontram em fase de experimentação, o que abre oportunidades para empresas especializadas em acelerar a adoção da tecnologia em larga escala.

 

No cenário internacional, o impacto da IA generativa também já é sentido. O banco norte-americano JPMorgan estima que a tecnologia pode gerar uma economia superior a US$ 1,5 bilhão, enquanto o Bank of England estuda o uso da IA em testes de estresse regulatórios — um sinal de que os avanços técnicos precisam vir acompanhados de marcos regulatórios sólidos.

 

Especialistas apontam caminhos para integração bem-sucedida

Para Kalil Picelli, sócio e gerente de operações da Vericode — empresa especializada em qualidade de software e TI —, o sucesso da IA generativa no setor financeiro depende de três pilares principais: engenharia contínua de qualidade, governança de dados e integração com sistemas legados.

 

“Não basta treinar um modelo generativo: é preciso garantir que ele esteja inserido em pipelines bem estruturados, auditáveis e alinhados com os requisitos regulatórios do setor”, afirma Picelli.

 

A Vericode tem atuado como parceira de grandes bancos na transição da inovação para a operação, apoiando desde a curadoria dos dados até a sustentação dos modelos em produção. “Trabalhamos para que a IA funcione como parte do core bancário, e não como um experimento isolado”, completa.

 

Com o avanço acelerado da IA generativa e o amadurecimento da regulação, o setor bancário brasileiro se posiciona na vanguarda da transformação digital, buscando aliar inovação tecnológica com responsabilidade, eficiência e segurança.



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