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Empresas devem se adaptar à DUIMP para evitar atrasos e multas


Por Redação

21/05/2025  às  09:16:14 | | views 3807


@atdcgroup

Declaração Única de Importação substitui modelo tradicional e exige reorganização de dados, automação e capacitação técnica


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Com a implementação gradual da Declaração Única de Importação (DUIMP), empresas que atuam no comércio exterior brasileiro enfrentam uma transformação estrutural no processo de importação. O novo modelo, que substitui a atual Declaração de Importação (DI), exige maior integração de dados, automação de processos e organização técnica, sob pena de atrasos operacionais e penalidades fiscais.

 

A avaliação é de Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina. Para o executivo, a DUIMP representa uma mudança cultural na forma como o Brasil conduz suas importações. “Mais do que uma atualização técnica, a DUIMP exige um novo olhar sobre processos e dados. Quem se antecipar à migração poderá operar com mais eficiência, segurança e conformidade”, afirma.

 

O que muda com a DUIMP

A DUIMP centraliza em um único registro eletrônico diferentes etapas da importação, promovendo maior padronização, rastreabilidade e controle aduaneiro. Uma das principais novidades é a obrigatoriedade do Catálogo de Produtos, um banco de dados detalhado que exige o cadastramento individual de cada item, com atributos técnicos e classificação fiscal conforme a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

 

Segundo Pimenta, este catálogo é o “coração” do novo modelo. “Um erro na classificação fiscal ou na descrição de um atributo pode travar a operação ou gerar multas pesadas. Por isso, orientamos nossos clientes a começarem agora a organização dessa base, revisando o histórico de importações e priorizando os produtos com maior recorrência”, explica.

 

Boas práticas para adaptação

Para garantir conformidade e fluidez na transição, o executivo recomenda uma série de medidas práticas:

• Estruturar o Catálogo de Produtos com base em dados precisos e atualizados;

• Revisar códigos e classificações fiscais, adequando-os às exigências da Receita Federal;

Automatizar etapas do processo por meio de tecnologias de integração entre sistemas;

Capacitar equipes em relação às novas exigências da DUIMP e ao uso das ferramentas envolvidas.

 

“O momento ideal para agir é agora, antes que a obrigatoriedade alcance todas as empresas. Aquelas que se anteciparem terão uma vantagem operacional significativa no cenário de comércio exterior, cada vez mais digital e competitivo”, conclui Pimenta.

 

A DUIMP faz parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior, conduzido pelo Governo Federal, e sua implementação ocorre de forma escalonada, com cronograma definido pela Receita Federal.



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