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Confira cinco ações baratas para comprar agora de acordo com a Trópico Investimentos


Por Redação

22/04/2025  às  09:10:08 | | views 3833


@David McBee/pexels

Baixa precificação de ativos na Bolsa brasileira assusta. Mas boa parte das companhias é sólida e a subvalorização nada mais é do que boa oportunidade de bons retornos


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Os balanços do quarto trimestre de 2024 divulgados até o momento revelam um desempenho amplamente positivo entre as empresas de capital aberto. Para Fernando Camargo Luiz, gestor da Trópico Investimentos, essas companhias se encontram em uma posição mais favorável do que a economia brasileira como um todo. Ainda assim, os investidores demonstram apreensão, uma vez que a participação na Bolsa de Valores atingiu seu nível mais baixo em duas décadas, resultando na subvalorização de muitos ativos. No entanto, para os mais astutos, este cenário representa uma oportunidade valiosa: investir agora, aproveitando os preços reduzidos, pode significar retornos expressivos no futuro, especialmente em ações de empresas resilientes e bem estruturadas.

 

“A estratégia mais acertada é confiar em gestores experientes, capazes de selecionar boas empresas, e ir alocando recursos de forma criteriosa. Para aqueles que preferem investir diretamente, a recomendação é apostar em ações de qualidade, pois serão as primeiras a se valorizar quando o mercado passar por uma reprecificação. Atualmente, muitas dessas oportunidades estão disponíveis a preços extremamente atrativos. Meu conselho? Não perca tempo com apostas arriscadas, como small caps de perfil duvidoso ou empresas em reestruturação. E, acima de tudo, evite comprometer seu capital em fundos concentrados em uma única empresa apenas porque foram anunciados como ‘a oportunidade do século’”, ressalta.

 

Para auxiliar os investidores em sua análise, Fernando Luiz destaca cinco ativos com potencial para se sobressair quando o cenário econômico se estabilizar e retomar seu curso natural. Todos eles fazem parte do portfólio de investimentos da gestora. “É preciso lembrar que o grande desafio do Brasil hoje não reside na qualidade das empresas, mas no risco institucional”, afirma.

 

A Desktop Sigma (DESK3) é uma das cinco companhias. No dia 1º de abril, cada ação estava cotada a R$ 7,93. Mas de acordo com o balanço apresentado, a Desktop obteve receita de R$ 292 milhões (+11% ao ano), Ebitda de R$ 150 milhões (+11% a.a) e margem de 51,4%. O resultado é considerado excelente.

 

“É uma das empresas mais baratas da bolsa, com expansão garantida pela frente, eficiente na operação, margens altas e uma alavancagem operacional (conversão de EBITDA para caixa) importante. Devido às aquisições passadas e a forma que foram feitas, ela ainda não está gerando caixa operacional. Mas é uma questão de tempo. A empresa é muito bem gerida e potencialmente forte geradora de caixa. Desktop é um bom negócio”.

 

A segunda da lista é a Copel (CPLE6), empresa do setor de energia e saneamento que tem sua ação precificada em R$ 10,54 (1º de abril). Além de uma TIR bem atrativa, é uma considerável pagadora de dividendos. A Copel está próxima de anunciar uma nova política de dividendos, estabelecendo metas de alavancagem e diretrizes de alocação de capital. Os cálculos sugerem que a empresa pode distribuir 100% dos lucros por vários anos sem ultrapassar 3x dívida líquida/EBITDA, assumindo que não haja grandes investimentos adicionais. “Negócio bom, regulado, empresa boa, bem gerida, e previsível. O retorno é bom e o payout excelente. Olhando todos esses fatores, não há motivos para tomar riscos”, questiona.

 

A terceira é uma companhia do setor imobiliário e de construção, a Aliansce (ALOS3). Com cada ação valendo R$19,23 no primeiro dia de abril, a empresa apresentou resultado sólido no quarto trimestre de 2024, refletindo crescimento nas vendas, aumento da ocupação e forte geração de caixa. Não por acaso integra o fundo Trópico Value FIA e Dividendos.

 

No campo operacional, as vendas avançaram 8,6% em relação ao ano anterior, impulsionadas principalmente pelos segmentos de Acessórios, Beleza e Joalheria. O crescimento das vendas por metro quadrado foi ainda mais expressivo, atingindo 10,7% ano sobre ano, enquanto a taxa de ocupação subiu para 96,8%. O custo de ocupação caiu para 9,7% e a inadimplência líquida negativa (-1,2%) reforça a solidez financeira da base de lojistas.

 

Com isso, a receita líquida cresceu 9% em comparação ao ano anterior, somando R$ 825 milhões, com destaques para os segmentos de aluguel (+6%), estacionamento (+16%) e serviços (+14%). O EBITDA ajustado subiu 12%, totalizando R$ 639 milhões. O FFO cresceu 23%, impulsionado pela recompra de ações, o que elevou o FFOPS (FFO por ação) em 34% A/A. O dividend yield é de +9,36%. 

 

“Em shoppings a taxa de capitalização (cap rate) costuma ser de 7%, enquanto a Alos negocia cap rate de 18%. Uma assimetria que não se justifica. FIIs de shopping com ativos caros, financiando as compras com ofertas, enquanto quem entende do assunto de fato e vende, está negociando a 18% de cap rate, pagando um monte de dividendo e gerando caixa de verdade, não contábil.  Para mim, Alos é um investimento hoje óbvio. Compra Alos e vende FII de Shopping”.

 

Com excelente resultado e crescimento de distribuição de dividendos com Yield de 16% este ano, Bemobi Mobile Tech (BMOB3) é uma empresa focada na distribuição e monetização de aplicativos, games e serviços digitais móveis para países emergentes. A Trópico tem esta empresa na carteira há vários anos acompanhando seu crescimento. “Bom negócio. Até recentemente, muitos analistas de sell side não entendiam o negócio e a comparavam com telecom. Isso fez com que a ação desvalorizasse muito. No entanto, seu desempenho tem sido notável”, conta. 

 

A receita líquida cresceu 11% sobre o ano anterior, com Ebitda ajustado de R$ 48 milhões e margem estável de 32,8%. A vertical de pagamentos avançou 14,7% na receita e 33% no volume total de pagamentos, impulsionada por parcerias com operadoras e distribuidoras como Energisa e Equatorial. As soluções SaaS também cresceram 13%. A geração de caixa foi de R$ 35,6 milhões (+15%), com caixa líquido de R$ 514 milhões. Ação ao preço de R$ 16,93.

 

Por fim, não se pode deixar de citar a Cemig (CMIG4), companhia do setor de energia, que reportou um 4T24 forte, com destaque para o segmento de distribuição, que teve um Ebitda ajustado de R$ 923 milhões, 17% acima do esperado e com alta de 18% em relação ao ano anterior. Mesmo com queda no volume faturado, o desempenho operacional foi sólido. O lucro líquido totalizou R$ 998 milhões, apesar de perdas cambiais e impacto negativo da participação em Belo Monte. A companhia anunciou R$ 1,88 bilhão em dividendos adicionais, elevando o total de proventos de 2024 para R$ 5,15 bilhões, o que representa um dividend yield de 14%. A alavancagem segue baixa, com 1,3 vezes a dívida líquida/Ebitda ajustado. 



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