Feiras mostram propostas para diminuir acidentes de trabalho


Por Redação

04/10/2018  às  14:55:31 | | views 89


divulgação

Durante os três dias de feiras, além de conhecer os principais lançamentos e produtos mais vendidos das empresas, os visitantes também trocam conhecimentos durante as palestras


A situação de acidentes de trabalho do Brasil não é boa. O país ainda sofre com mais de 400 mil acidentes do tipo todos os anos. São mais de 2,8 mil mortos, segundo dados do Ministério do Trabalho. Discutir o tema e apresentar propostas para mudar essa realidade está entre os principais objetivos das feiras  Fisp (Feira Internacional de Segurança e Proteção e Fire Show (International Fire Fair).

 

Ambos eventos foram abertos oficialmente na tarde de quarta-feira (3), no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. Na solenidade para dar início aos trabalhos, diversas autoridades do setor pontuaram a importância das novas tecnologias e soluções de segurança para a diminuição os casos de acidentes no país. Sext-feira (5) é o último dia do evento.

 

Para o presidente da Abiex (Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos Contra Incêndio e Cilindros de Alta Pressão), Nercio de Souza, o evento é de grande importância para o setor, uma vez que oferece a oportunidade dos expositores mostrarem novas tecnologias e conceitos de prevenção.

 

Também participaram do discurso de abertura da feira o diretor presidente do Sindiseg (Sindicato a Indústria de Material de Segurança), Adriano Serino; o diretor executivo da Animaseg (Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho), Raul Casanova, que também representou o presidente da presidente da Abraseg (Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho), Jacques Lesser Levy.

 

Diretamente de Milão, o diretor da matriz italiana, Robert Tripoli participou da cerimônia junto com Graziano Messana, general manager da Cipa Fiera Milano no Brasil, e reforçou que o país representa um dos pilares mais importantes para o novo plano industrial de internacionalização do grupo. “Nos próximos dias, anunciaremos como pretendemos investir mais no Brasil”, anunciou o executivo, arrancando aplausos da plateia.

 

O cônsul adjunto da Itália em São Paulo, Simone Panfili, por sua vez, falou sobre a relevância das duas feiras reforçando a relação positiva entre os dois países e como será dada continuidade à colaboração bilateral 360º que vem sendo realizada, seja em momentos de crise ou de entusiasmo econômico.

 

Já Rimantas Sipas, diretor da Cipa Fiera Milano, organizadora e promotora dos eventos, agradeceu a todos os presentes, dando ênfase especialmente aos técnicos, engenheiros e inspetores de segurança, além dos socorristas e muitos outros profissionais que cuidam da segurança dos trabalhadores. Segundo ele, as verdadeiras estrelas do show. Ao final, todos os participantes se encaminharam para o descerramento da fita inaugural, abrindo as atividades.

 

Atrações do evento

Durante os três dias de feiras, além de conhecer os principais lançamentos e produtos mais vendidos das empresas, os visitantes também trocam conhecimentos durante as palestras e acompanham diversas atrações, que vão desde exibição de ações preventivas a técnicas de salvamento.

 

Um exemplo são as três provas diárias de resgate de acidentes de trânsito apresentadas pelo Corpo de Bombeiros. Coordenadas pelo Capitão Munhiz, os trabalhos, além de ser pedagógicos para os visitantes, também servem de treinamento para a corporação.

 

A atração tem início sempre às 15h30 e é composta por três provas distintas. A standard, com duração de 20 minutos, é a simulação de um acidente automobilístico com uma vítima ferida. Em seguida, ocorre a prova rápida, com a equipe de bombeiros tendo que socorrer uma vítima em estado crítico em dez minutos. Após um intervalo de trinta minutos é a vez da prova complexa, quando são atendidas duas vítimas, uma delas presa entre as ferragens, e os bombeiros têm 30 minutos para fazer o socorro.

 

O capitão Muniz lembra que as provas seguem os padrões do World Rescue Challenge  (Desafio Mundial de Resgate), evento que acontece a cada ano em um país diferente. “Em 2016, aconteceu em Curitiba, com a presença de 36 países competidores”, afirma.

 

Já nas palestras, os visitantes vão entender um pouco mais sobre normas técnicas e assuntos que envolvem legislação e técnicas de prevenção. As apresentações fazem parte do 20º Cobeni (Congresso Brasileiro de Engenharia de Incêndio).

 

O  diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil (ISB), que participa do Cobeni, conta que a Frente Parlamentar Mista de Segurança Contra Incêndio, criada há três anos com o apoio de diversas entidades da sociedade civil e de organizações governamentais, ocorreu para garantir que sejam criadas condições para que a tragédia como a que ocorreu na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), não se repita. “Entendemos que este é um setor que carece de políticas públicas e de iniciativas que contribuam para o aumento da segurança contra incêndio em todo o País”, afirma.

 

Já Rogério Luiz Balbinot, integrante do GT (Grupo de Trabalho) Confederativo, coordenador do GT da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), aproveitou o evento para falar sobre a o e-Social na prevenção. “Estão querendo mudar as leis trabalhistas a partir do e-Social e isso não é correto”, critica.

 

“A função do sistema é dar suporte às leis existentes. E todos precisam se informar para não ter problemas com o governo e correr o risco de serem multados. Mas também precisam se preparar para evitar essas distorções”, afirma o engenheiro.

 

O especialista também ministrou  o curso “Elaboração e articulação de documentos trabalhistas e previdenciários para atender o e-Social: PPRA, PCMSO, ASO, laudo insalubridade/ periculosidade, LTCAT e PPP” e na próxima sexta-feira (5), apresenta o seminário “Organização Documental de SST (Saúde e Segurança no Trabalho) para atender o e-Social”.

 

Balbinot acredita que ainda irão ocorrer mudanças no projeto do e-Social. “Desde sua implantação já ocorreram algumas alterações, mas pressionamos para evitar que o setor sofra prejuízos e vamos manter as exigências até sermos atendidos”, garantiu.



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