Presidente Temer fala sobre a Intervenção no Rio de Janeiro


Por Redação, com informações da Agência Brasil

04/05/2018  às  13:51:40 | Atualizado em 10/09/2018 - 11:07:36 | views 222


José Cruz/Agência Brasil -arquivo

Para o presidente, a intervenção já começa a apresentar resultados e esses devem ser intensificados com o tempo e dentre os resultados estão apreensão de drogas e armas, além da identificação e prisão de criminosos foragidos da Justiça.


Pela primeira vez, desde que assumiu o governo, o presidente Michel Temer concedeu entrevista, onde defendeu a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O presidente destacou que se trata de uma intervenção civil e não militar. Ele também garantiu que o modelo não será replicado para outros estados.

 

SegNews - Como o senhor definie a intervenção federal no Rio de Janeiro?

Temer - Em primeiro lugar a intervenção não é militar. Se fala muito em militar. Mas a intervenção é civil. É constitucional. Eu designei um general para comandar a intervenção, mas ele comanda com a Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Primeiro ponto. Segundo ponto, desde o momento em que nós determinamos a intervenção, nós registramos que essas questões não se resolvem de um dia para outro ou de um mês para outro. Fui secretário de Segurança Pública de São Paulo duas vezes, em cada uma delas, fiquei praticamente três anos. E quando começava uma atividade de combate à criminalidade, por exemplo, eu percebia e tinha a absoluta convicção que só dali a três ou quatro meses teria resultado. Primeiro ponto. Segundo ponto, é que a presença da intervenção ou dos interventores federais no Rio de Janeiro começou a dar uma sensação de segurança no Rio de Janeiro. Terceiro ponto, é que a segurança pública, hoje comandada pelo interventor, tem feito, lá na Vila Kennedy, por exemplo, fez várias operações que deram muita tranquilidade ao povo daquela região.

 

SegNews - É possível já falar em resultados?

Temer - Nós estamos praticamente há dois meses da intervenção decretada, ela começa ou começará a dar resultados agora, embora já tenha dado. Você sabe que muito recentemente eles apreenderam lá no Porto do Rio de Janeiro uma tonelada e meia quase de drogas. Isso é resultado da presença forte e interventiva que se deu no Rio de Janeiro. De outro lado, também nestas questões, você veja que lá nos morros, as milícias, senão as milícias, a temeridade colocavam barreiras e eles tiveram a paciência de ir lá, quase que diariamente, para retirar esses concretos. Ou seja, dando uma certa tranquilidade à população. Há um mínimo de segurança já apresentada. Agora, o mais virá com o tempo. Não é de um dia para outro.

 

SegNews - Existe a possibilidade de replicar o modelo de intervenção federal para outros estados?

Temer - Eu só não fiz a intervenção, como criei o Ministério Extraordinário de Segurança Pública. A segurança pública é uma competência dos estados brasileiros. Nós não vamos invadir a competência dos estados. Nós vamos coordenar e integrar a segurança pública em todo o país. Portanto, eu não digo replicar a intervenção, mas replicar por meio do Ministério Extraordinário da Segurança Pública esta presença efetiva da União na integração e coordenação da segurança em todos estados da  Federação.

 

SegNews - O aumento do número de crimes durante a intervenção estaria associado ao enfrentamento?

Temer - Não é improvável. Aliás, desde o primeiro momento se falava que poderia haver como está havendo uma reação ostensiva às Forças Armadas, mas às forças que estão atuando mais diligentemente lá no Rio de Janeiro. Não é improvável. É muito provável e já era mais ou menos previsto.



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