Falácia petista versus impunidade e democracia


Por Natalino José Borring

12/11/2019  às  19:43:24 | Atualizado em 12/11/2019 - 19:44:12 | views 3128




Um verdadeiro balde de água fria no sentimento de combate à corrupção alcançado pelos trabalhos da Lava Jato, tendo como principal personagem o ex-juiz Sérgio Moro, nosso atual ministro da Justiça e Segurança Pública. Esse foi o sentimento despertado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por 6 votos a 5, decidiu pelo fim do início do cumprimento da pena de prisão após a condenação em segunda instância, sob o "manto de se cumprir o que está estabelecido na Constituição".

 

Se por um lado, o fato trouxe a velha sensação de impunidade, principalmente nos casos dos famosos bandidos de "colarinho branco", por outro, a decisão acendeu os ânimos dos apoiadores ideológicos do Partido dos Trabalhadores (PT) e correligionários. A decisão do STF resultou, entre outras coisas, na libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e poderá construir uma polarização ainda mais perigosa na sociedade brasileira. Representando, inclusive, uma ameaça à própria democracia, com sérias consequências para todo o país.

 

A libertação do Lula pode, também, resultar no início de uma série de ações visando simplesmente o retorno ao poder em 2020 e 2022, não apenas dos integrantes do PT, mas de todos os partidos apoiadores e parlamentares especializados em surfar em uma verdadeira onda eleitoreira. Isso tudo, claro, com o uso de informações controversas, mentiras, Fake News e uma série de apelos populistas que podem mascarar a verdade dos fatos e levar o Brasil para uma situação ainda mais difícil do que a atual para a economia brasileira.

 

O apelo ao sentimentalismo, com o objetivo de despertar na sociedade uma visão distorcida da realidade já começou. A insistência de que Lula é um preso político visa criar um clima de desvio dos reais fatos e questões voltadas à corrupção, que levaram à condenação do ex-presidente. A tentativa de desacreditar a própria Lava Jato também começou. Vale à pena lembrar que a corrupção no governo petista se tornou aparente já nas denúncias do Mensalão, no qual parlamentares recebiam dinheiro em troca de apoio político. Na época, o ex-presidente Lula se limitava a dizer que "não sabia de nada".

 

O tempo passou e a situação de corrupção só se agravou, comprometendo drasticamente a economia e a vida dos brasileiros. Foram 13 anos do PT no poder, finalizados com o impeachment? da ex-presidente, Dilma Rusself, e um saldo extremamente negativo para toda a sociedade. Tanto que a eleição do atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) foi fruto da indignação da população brasileira com os desmandos e a corrupção que imperou no Brasil nas gestões anteriores.

 

Diante de um país polarizado, onde ideologias são palavras de ordem em detrimento a ações conscientes, que contribuem com a governabilidade do país, desgastes políticos e sociais são inevitáveis. Mesmo assim, o Brasil deve fechar o primeiro ano do governo Bolsonaro com uma conta positiva.

 

Agora, estamos novamente diante de ameaças que podem resultar até na descrença das instituições e do parlamento, caso não seja oferecida uma resposta à sociedade em relação ao sentimento de impunidade. O risco de a sensação de insegurança aumentar também é grande e o principal desafio será tornar o país governável, trocando ideologias que não servem mais e falácias políticas por ações que possam ajudar o Brasil a se tornar mais justo e competitivo, com uma sociedade que tenha educação, comprometimento e conhecimento da verdadeira realidade. Só assim vamos garantir nossa democracia!



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